Edleuza Maria, de 58 anos, que nunca tinha estudado em sua vida, decidiu que não estava tarde demais para aprender a ler, escrever. Matriculou-se numa turma de Jovens e Adultos (Ejai) e hoje se comunica melhor.
“Nunca estudei na minha vida. Então, eu queria me comunicar melhor, queria olhar para mim mesma, não é nem para os outros, é para mim mesma, e dizer que me orgulho de mim”, explica Edleuza, dizendo-se realizada.
Segundo ela, tudo o que sabe hoje veio depois que começou a frequentar a escola. Antes, sabia apenas fazer a própria assinatura. Agora, reconhece o que já conquistou e agradece aos profissionais da unidade pelo incentivo.
O apoio também vem de casa. O filho de Edileuza é quem reforça que ela não deve parar e já pensa nos próximos passos da mãe. Para ela, estar na escola representa uma mudança da própria trajetória.
“É um orgulho muito grande poder olhar para trás e dizer assim: eu não sabia nada e hoje eu posso dizer que eu sei tudo”, explica a estudante da escola municipal Lindolfo Collor, em Maceió.
Mensagens para a filha
Para Expedita Santiago, 71 anos, o desejo de estudar nasceu de uma situação cotidiana. Ela queria conseguir escrever mensagens para a filha pelo celular, além de identificar o destino dos ônibus coletivos.
“Não tem sensação melhor do que perceber que você conseguiu. Então, é muito importante estar aqui. Muito importante. Já aprendi muitas coisas e estou muito satisfeita”, relata.
Histórias como essas fazem parte da rotina da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai), modalidade que atende pessoas com 15 anos ou mais, que não concluíram o Ensino Fundamental na idade regular.
O trabalho de alfabetização é fortalecido nas demais etapas da rede municipal. A Secretaria Municipal de Educação desenvolve ações de formação continuada, acompanhamento da aprendizagem.







