O mercado de trabalho mudou. A dificuldade de atração de pessoas também. Empresas devem se preocupar com o bem-estar dos seus funcionários, avisa a consultora em Recursos Humanos Dayse Simão.
“Um verdadeiro líder é aquele que busca despertar a felicidade, que é um sentimento duradouro, nos seus funcionários, e não apenas a alegria, que é algo passageiro”, aconselha a especialista.
No Brasil e em Alagoas, essa discussão ganhou mais relevância a partir da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais e de segurança e saúde no trabalho.
“Hoje, é preciso estabelecer estratégias que promovam a retenção de talentos porque as pessoas não se submetem mais a situações que antes eram corriqueiras apenas para manter o emprego”, analisa Dayse Simão.
Para a especialista em RH, a mudança de postura do funcionário acontece quando ele está em um ambiente de trabalho favorável ao desenvolvimento dele e ao propósito que ele tem para a vida.
“O colaborador começa a dar sinais que não está engajado quando ele não consegue entregar mais a potência que tem. Ele começa a atrasar, a faltar, não interage mais”, orienta Dayse Simão.
Prevenção de riscos
O Ministério do Trabalho e Emprego destaca, em sua campanha nacional, a necessidade de fortalecer uma cultura de prevenção dos riscos psicossociais e de promover ambientes de trabalho seguros e saudáveis.
A relação entre saúde mental e desempenho é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ambientes de trabalho seguros e saudáveis podem reduzir tensões e conflitos, melhorar a retenção de profissionais.
Em contrapartida, ambientes inadequados podem representar riscos para a saúde mental. Cuidar das pessoas não é necessariamente o oposto de buscar produtividade, segundo a especialista.
A discussão sobre felicidade corporativa acompanha uma transformação mais ampla no mundo do trabalho. Empresas passaram a disputar profissionais não apenas por salário, mas por cultura, propósito.







