O bioinseticida sustentável GraviProtect, feito com sementes de graviola que seriam descartadas, rendeu a estudantes e pesquisadores da Ufal o Prêmio Geração 360º, conferido pela Enactus, organização que incentiva empreendedorismo entre jovens universitários.
Testes de campo realizados pelos pesquisadores apontaram eficácia do bioinseticida contra pragas como cochonilhas e a lagarta Plutella xylostella, além de segurança para insetos benéficos, como abelhas e joaninhas.
Quem subiu ao palco, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande (MS), para receber o trofeu pelo desenvolvimento do GraviProtect, nome do bioinceticida, foi o estudante Luan Carvalho.
Toneladas de resíduo
A Cooperativa de Produção Agropecuária de Alagoas (Coopeagro), fornecedora das sementes, processa cerca de 200 toneladas de graviola por ano, atividade que gera aproximadamente 80 toneladas de resíduo.
O GraviProtect transforma esse material em um bioinseticida microencapsulado, voltado para a agricultura familiar. O produto tem potencial de aplicação no mercado e com geração de renda aos produtores.
“A tecnologia utiliza a economia circular para oferecer aos agricultores uma alternativa viável e acessível aos venenos químicos”, destacou o Luan Carvalho. O produto foi validado por agricultores do município de Anadia.
Economia circular
O prêmio é uma iniciativa do Instituto Orizon Social/Enactus Brasil e estimula universitários a desenvolver soluções para problemas socioambientais reais, utilizando princípios de inovação, empreendedorismo e economia circular.
“Essa experiência foi muito enriquecedora por possibilitar aos estudantes olhar para a pesquisa desenvolvida sob uma nova perspectiva”, destacou Roseane Predes, do laboratório de entomologia da Ufal.
O projeto contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável; 12 — Consumo e Produção Responsáveis; e 15 — Vida Terrestre.









