A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) lançou uma campanha educativa de prevenção aos riscos das apostas on-line. A iniciativa começou pela Origem Energia, no município do Pilar.
A campanha educativa utiliza a cartilha Os Perigos das Bets – Edição Indústria, desenvolvida pelo SESI e pelo SENAI em âmbito nacional, com linguagem simples e acessível.
O lançamento reuniu cerca de 100 trabalhadores e integra a programação do Setembro Amarelo da Origem, que, em 2026, tem como tema “Escutar é estar presente” e dedica atenção ao vício em jogos.
Eles assistiram à peça Um Caminho sem Volta, que retrata a trajetória de trabalhadores envolvidos com apostas e mostra as consequências financeiras, familiares e profissionais do comportamento abusivo.
Antes da apresentação do grupo de teatro corporativo do Sesi, a psicóloga Daniele Peixoto apresentou a palestra “Você está jogando ou sendo jogado?”, com orientações sobre os riscos das Bets.
A ação foi transmitida para as unidades Matriz, no Rio de Janeiro, e Tucano Sul, na Bahia. Ainda em setembro, ocorrerá presencialmente também na unidade da Origem Energia, em São Miguel dos Campos.
O material ganhou versão para estudantes e que será distribuída nas escolas, abordando os impactos das apostas sobre saúde mental, finanças, relações familiares e desempenho profissional.
Perda da tranquilidade
Para o presidente da Federação da Indústria de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade, não é mais possível tratar esse problema como algo distante da indústria ou da vida do trabalhador.
“Quando uma pessoa perde o controle sobre as apostas, não perde apenas dinheiro: pode perder a tranquilidade, a convivência familiar, a capacidade de trabalhar e, em situações extremas, a própria perspectiva de futuro”, afirmou.
Estimativas apontam que os danos associados às apostas e aos jogos de azar geram um custo social anual de R$ 38,8 bilhões no Brasil, dos quais R$ 30,6 bilhões estão relacionados à saúde.
Em 2024, as famílias brasileiras movimentaram cerca de R$ 240 bilhões em apostas, segundo o Banco Central, enquanto o varejo deixou de faturar aproximadamente R$ 103 bilhões.







