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Dia da Diálise resgata a identidade de quem vive além da doença

Campanha mostra que antes do diagnóstico, existem mães, pais e sonhadores construindo seus próprios caminhos
A campanha “A Vida Além da Diálise” foi criada pela Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) (crédito: assessoria)

Para quem vê de fora, a rotina pode parecer resumida a poltronas, monitores e o som compassado das máquinas que filtram o sangue três ou quatro vezes por semana. Mas quem senta ali carrega consigo um universo que não cabe em quatro paredes de clínica.

Neste 27 de agosto, o Dia Nacional da Diálise ganha o país com uma mensagem que toca direto no coração: a campanha “A Vida Além da Diálise”, criada pela Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT).

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A pergunta condutora é simples, mas transformadora: “Quem eu sou além da diálise?”. A resposta vem no brilho nos olhos de quem sai da sessão e vai buscar o filho na escola, no trabalhador que segue firme em sua profissão, no artista que cria, no amigo que reúne a turma ao redor da mesa. O tratamento não é o ponto final e nem o título da história de ninguém, é apenas o recurso que permite que ela continue sendo escrita todos os dias.

Em Alagoas, a data ganha ainda mais sensibilidade ao lembrar que a medicina mais eficiente é aquela que caminha lado a lado com o afeto e a escuta.

O médico nefrologista Arnon Farias Campos, responsável técnico da Clínica de Doenças Renais (CDR) e vice-presidente da ABCDT no estado, destaca que o verdadeiro cuidado enxerga a alma antes do prontuário:

“A diálise é uma parte importante da rotina, mas nunca será a vida inteira. Por trás de cada pessoa que chega para o tratamento, existe uma família, um trabalho, paixões, planos e muita vontade de viver. Nosso compromisso é acolher por inteiro, garantindo que cada um preserve sua autonomia, seu sorriso e sua dignidade.”

Mais do que conscientizar sobre a importância de garantir acesso seguro e de qualidade ao tratamento em todo o país, a data é um convite à empatia. É um lembrete para a sociedade de que a diálise não define identidades, ela devolve o tempo, a respiração e a chance de continuar amando, sonhando e construindo o amanhã.

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