A vibração da música vai muito além do que os ouvidos podem captar. Com essa premissa, o projeto “Dançando em Libras” desembarca em três cidades históricas de Alagoas neste mês de maio. A iniciativa promove oficinas gratuitas que ensinam os passos de ritmos tradicionais como o forró, o samba e o frevo, utilizando a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como elo de comunicação e expressão corporal.
Realizado pela Restinga Cia de Dança, com patrocínio da TAG e apoio do Ministério da Cultura, o projeto é aberto tanto para pessoas surdas quanto para ouvintes. O objetivo central é desmistificar a relação da comunidade surda com a música e mostrar que a dança é uma linguagem universal.
Mais do que uma aula de dança, o projeto busca integrar os dois universos. Para os idealizadores, a Libras não é apenas uma ferramenta acessória, mas parte essencial da coreografia.
“O projeto busca unir os saberes da cultura popular com a Libras. Quando uma pessoa surda chega para dançar, ela terá alguém preparado para ensiná-la porque essa pessoa conhece a língua de sinais”, explica a organização.
A metodologia das oficinas explora a capacidade sensorial, focando na percepção das vibrações musicais. Além de capacitar a comunidade surda, o projeto convida ouvintes a mergulharem no universo da Libras, promovendo uma troca real de experiências.
As aulas inaugurais acontecem na próxima semana. Confira o cronograma:
- 11/05: São Miguel dos Campos
- 12/05: Marechal Deodoro
- 13/05: Penedo
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma Sympla, através do link disponível na bio do Instagram oficial da @restingaciadedanca.









