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Novo curso de Inteligência Artificial da Ufal já estreia entre os mais concorridos do Sisu

Com aulas à noite e foco no mercado global, graduação inicia primeira turma com palestrantes do Google e da AWS.
O curso, que já estreou no Sisu como um dos seis mais disputados da instituição (crédito: Canva)

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) inicia, no semestre letivo 2026.2, a primeira turma do Bacharelado em Inteligência Artificial. Vinculado ao Instituto de Computação (IC), o novo curso é uma das principais novidades acadêmicas da instituição neste ano e já estreou no Sisu como uma das seis graduações mais concorridas da universidade.

A proposta foi aprovada pelo Consuni no fim de 2025 e acompanha as diretrizes do Ministério da Educação para o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, oferecendo 40 vagas iniciais com a meta de expandir para 80 alunos anuais a partir de 2027.

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Para marcar o início das aulas, o instituto preparou uma semana especial de acolhimento integrada com o mercado de trabalho. O destaque é a aula inaugural ministrada pelo professor George Darmiton, referência da UFPE que atuará como pesquisador visitante na Ufal por um ano. Além disso, a programação trará palestras de representantes de gigantes globais como Google e AWS (Amazon), além de egressos da própria Ufal que hoje ocupam posições de destaque nessas multinacionais.

A ideia da coordenação é conectar os calouros com as oportunidades de carreira desde o primeiro dia.

A criação do curso atende a uma mudança de paradigma no mercado de Tecnologia da Informação, exigindo profissionais com formação específica para criar e gerenciar sistemas inteligentes, indo além do uso generalista de ferramentas já existentes.

De acordo com a coordenadora do curso, professora Cristina Tenório, a graduação traz novas perspectivas de inovação para o estado. Os profissionais serão preparados para atuar em empresas de tecnologia, órgãos públicos e centros de pesquisa, aproveitando o mercado local e o crescimento do trabalho remoto para empresas de outros estados e do exterior.

Um dos principais diferenciais da graduação é a flexibilidade do seu projeto pedagógico, essencial para uma área que se transforma diariamente. A estrutura curricular foi desenhada com 60% de disciplinas obrigatórias e 40% de eletivas, permitindo que a grade incorpore novas tecnologias e métodos à medida que eles surgirem no mundo.

“A inteligência artificial se desenvolve de um jeito em que a gente vai dormir com uma imagem de como ela está e acorda com uma coisa diferente. Por isso, o currículo precisa estar preparado para essa dinâmica”, explica o vice-coordenador do curso, professor Evandro Costa.

Outra característica importante do bacharelado é a oferta das aulas no período noturno, um formato que possui um forte apelo de inclusão social e profissional. Essa dinâmica permite o ingresso de estudantes que precisam trabalhar durante o dia, servidores da própria universidade e profissionais que já estão no mercado de TI e buscam uma transição de carreira.

A carga horária total é de aproximadamente 3.200 horas, distribuídas ao longo de quatro anos e meio de curso, aproveitando a estrutura de laboratórios e a maturidade científica que o Instituto de Computação já possui.

Para garantir a consolidação do curso nos próximos anos, a Reitoria da Ufal pactuou junto ao MEC a destinação de 15 vagas para professores e estuda o reforço de servidores técnicos. Nove dessas vagas docentes já foram liberadas e devem ser preenchidas via concurso público até o início de 2027.

Até lá, as disciplinas de formação básica da primeira turma serão ministradas pelo corpo docente atual do IC, aproveitando a forte bagagem em pesquisa que a universidade já acumula em projetos e aplicações de inovação tecnológica.

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