Histórias que podem ser lidas, ouvidas e acessadas de diferentes formas estão chegando a escolas de oito municípios de Alagoas. O projeto Literatura Acessível iniciou nesta semana um roteiro pelo estado com contação de histórias, distribuição gratuita de livros e formação de educadores. A expectativa é alcançar mais de 2 mil pessoas.
Depois de ser lançada em Maceió e passar por São Luís do Quitunde e Rio Largo, a programação segue nesta quinta-feira (17) para Marechal Deodoro. Na sexta-feira (18), será a vez de São Miguel dos Campos.
Cada estudante participante recebe um exemplar da coletânea produzida pelo projeto. As histórias abordam inclusão, acessibilidade, educação, empoderamento feminino e respeito à diversidade e são oferecidas em diferentes formatos, como Libras, Braille, pictogramas, audiolivro e audiodescrição.
A proposta é ampliar o acesso à literatura para crianças com diferentes necessidades e, ao mesmo tempo, preparar professores para utilizar essas histórias no cotidiano escolar. Por isso, além das atividades com os estudantes, o roteiro inclui formação de educadores para o trabalho com literatura inclusiva.
“Levar o Literatura Acessível a Alagoas é ampliar a possibilidade de que crianças e educadores tenham contato com histórias que apresentam a diversidade humana de forma natural, sensível e transformadora. Nosso objetivo é que cada livro entregue seja também uma oportunidade de diálogo, de aprendizado e de construção de uma escola mais inclusiva”, afirma Carina Alves, fundadora e presidente de honra do Instituto Incluir.
Roteiro
O roteiro começou na segunda-feira (14), em São Luís do Quitunde, e passou na terça-feira (15) por Rio Largo. Após as atividades desta quinta-feira em Marechal Deodoro e de sexta-feira em São Miguel dos Campos, a programação será retomada na próxima segunda-feira (21), em Teotônio Vilela, com apoio do Sesc.
Penedo recebe o projeto no dia 23. Em Maceió, as atividades acontecem no dia 24, na Escola Municipal Jaime de Altavilla. A passagem por Alagoas termina no dia 25, em Pilar.
Criado em 2014, o Literatura Acessível desenvolve livros infantojuvenis com personagens e histórias que apresentam diferentes experiências e características humanas. Entre os títulos da coleção estão A Menina Potiguara, O Menino que Escrevia com os Pés, A Princesa que Tinha um Cromossomo a Mais e O Melhor Amigo da Bengala.
A iniciativa recebeu o Prêmio Confúcio de Alfabetização, concedido pela UNESCO, reconhecimento internacional destinado a iniciativas na área de alfabetização e educação.
Em Alagoas, o projeto também conta com a participação do poeta popular Manoel Cavalcante na formação dos educadores. Natural do Rio Grande do Norte, ele tem 15 livros de cordel e poesia popular publicados e trabalhos reconhecidos em concursos literários no Brasil e no exterior.
O Literatura Acessível é uma iniciativa do Instituto Incluir. A circulação por Alagoas tem patrocínio da TAG – Transportadora Associada de Gás e da MAHLE Metal Leve S.A., por meio da Lei Rouanet.
Próximas etapas em Alagoas: Marechal Deodoro, 17 de setembro; São Miguel dos Campos, 18; Teotônio Vilela, 21; Penedo, 23; Maceió, 24; e Pilar, 25.






