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Famílias alagoanas ampliam cuidados com a proteção financeira e patrimonial

Seguros de vida crescem 7,2% e residenciais avançam 8,3% no estado, no primeiro trimestre de 2026
Seguro residencial movimentou R$ 9 milhões e apresentou avanço ainda maior, de 8,3% na comparação anual (crédito: reprodução)

A preocupação das famílias alagoanas com a proteção da renda, da vida e do patrimônio vem ganhando espaço no planejamento financeiro. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o mercado de seguros movimentou R$ 524,7 milhões em Alagoas no primeiro trimestre de 2026, com crescimento em segmentos diretamente relacionados à segurança familiar.

Entre os destaques está o seguro de vida, que alcançou R$ 38,5 milhões em arrecadação nos três primeiros meses do ano, crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025. O seguro residencial movimentou R$ 9 milhões e apresentou avanço ainda maior, de 8,3% na comparação anual.

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Os números sinalizam uma mudança gradual na maneira como parte dos consumidores lida com situações capazes de comprometer o orçamento familiar. Perda de renda, doenças graves, invalidez, danos à residência e eventos climáticos passaram a receber maior atenção, movimento que ganhou impulso após a pandemia.

Para Gabriela Nóbrega, analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste, esse comportamento está relacionado à maior percepção dos riscos financeiros e ao amadurecimento do mercado.

“As pessoas estão mais atentas à necessidade de proteção financeira. O seguro passou a ser encarado como uma ferramenta de planejamento e segurança para diferentes momentos da vida. Esse movimento acompanha o crescimento econômico do estado e a ampliação do acesso aos produtos de proteção”, afirma.

Proteção para o cotidiano

A mudança também aparece na finalidade das coberturas. No caso do seguro de vida, a procura não está relacionada somente à proteção da família em caso de morte. Dependendo da modalidade contratada, podem existir coberturas para situações como doenças graves e invalidez, além de serviços complementares.

No segmento residencial, o interesse acompanha a preocupação com prejuízos provocados por ocorrências domésticas e eventos climáticos. Há produtos no mercado que incluem assistência de eletricista, encanador e chaveiro, além de coberturas específicas para diferentes tipos de danos.

“Houve um movimento relevante na sociedade, com o seguro de vida passando a ser procurado não apenas para situações extremas, mas também pelos benefícios que oferecem suporte financeiro em diferentes circunstâncias. No residencial, observamos uma busca crescente por proteção diante de eventos climáticos e de ocorrências domésticas que podem gerar custos significativos para as famílias”, explica Gabriela.

Apesar do avanço, o seguro residencial ainda tem espaço considerável para crescer. Estimativas utilizadas pela CNseg, a partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), apontam que apenas 17% das residências brasileiras possuem esse tipo de cobertura.

O crescimento registrado em Alagoas ocorre, portanto, em um segmento ainda pouco disseminado no país e sinaliza uma ampliação gradual da cultura de prevenção e proteção patrimonial.

ALNB / NotebookLM

Acesso a diferentes faixas de renda

Outro fator que contribui para essa mudança é a diversificação das opções disponíveis no mercado. Segundo Gabriela Nóbrega, atualmente existem seguros de vida com valores a partir de R$ 20 mensais, embora preços, coberturas e condições variem conforme o produto e o perfil do segurado.

Os resultados observados pelo Sicredi em Alagoas acompanham a tendência estadual. Em junho, a carteira de seguro de vida individual da instituição chegou a R$ 1,72 milhão, crescimento de 55% em relação ao mesmo período de 2025. No seguro residencial, a expansão foi de 40,6% na mesma comparação.

A instituição também mantém parceria com a Yelum Seguros no segmento residencial, com opções que incluem coberturas para painéis solares e alagamentos e serviços de assistência doméstica.

Para Gabriela, ampliar o conhecimento sobre essas alternativas pode aproximar a proteção financeira de famílias que ainda consideram o seguro um serviço distante de sua realidade.

“Existe um espaço muito significativo para ampliação no estado, especialmente entre famílias com menor poder aquisitivo, que muitas vezes acreditam que o seguro não é acessível. À medida que mais pessoas conhecem essas possibilidades, a tendência é de ampliação da proteção patrimonial e financeira em todo o estado”, conclui.

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