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Curso gratuito capacita agentes culturais de comunidades tradicionais de AL

Com 100 horas de formação online, trilha do Instituto Magna Mater abre caminhos para acesso a editais
O curso será realizado de 26 de setembro a 4 de dezembro, com duas alternativas de turno (crédito: assessoria)

Transformar iniciativas comunitárias em projetos estruturados, disputar editais públicos e manter ações culturais contínuas ainda são desafios para quem produz cultura fora dos grandes centros urbanos. Para enfrentar essas barreiras, o Instituto Magna Mater abriu inscrições para uma trilha gratuita de capacitação voltada a Agentes Comunitários Culturais em Alagoas. As aulas ocorrem em formato virtual, somam 100 horas de carga horária e garantem certificado aos concluintes.

Para conferir mais detalhes, acesse o link.

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A formação atende fazedores de cultura de comunidades quilombolas, povos indígenas, ciganos, terreiros, marisqueiras, pescadores artesanais, ribeirinhos, capoeiristas e outros grupos tradicionais do estado. O objetivo é aliar conhecimentos técnicos de gestão às práticas e saberes já consolidados no cotidiano dos territórios.

A diretora executiva do Instituto Magna Mater, Patrícia Mourão, explica que o foco é desatar os nós burocráticos que travam o acesso aos recursos públicos:

“Quem está numa comunidade tradicional não começa a fazer cultura quando aparece um edital. A cultura já está ali, na memória, na tradição, na música, no artesanato e nos modos de viver. O que muitas vezes falta é acesso às ferramentas para transformar tudo isso em um projeto, inscrever, executar e prestar contas. A nossa intenção é justamente aproximar essas ferramentas de quem já faz cultura no território.”

Estrutura da capacitação

Distribuída em dez módulos, a trilha aborda Economia Criativa e Ações Culturais Comunitárias; Interpretação de Editais de Fomento Cultural; Elaboração de Projetos Culturais (I e II); Construção do Plano de Trabalho, Portfólio e Currículo Artístico; Gestão de Projetos e Financeira; Elaboração de Orçamento; Comunicação e Marketing Cultural; e Prestação de Contas.

Segundo Patrícia Mourão, a qualificação técnica tem impacto direto no desenvolvimento local:

“Quando uma pessoa aprende a interpretar um edital, organizar um orçamento e fazer uma prestação de contas, ela passa a enxergar caminhos antes distantes. Esse conhecimento circula, ganha o território e dá às comunidades a autonomia necessária para gerir suas próprias expressões.”

Turmas e cronograma

A formação é financiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura / Governo Federal, e executada pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa.

O curso será realizado de 26 de setembro a 4 de dezembro, com duas alternativas de turno para conciliar com as rotinas locais:

  • Turma 1: Aulas aos sábados (15h às 17h); monitorias às segundas e terças-feiras (19h às 21h); mentorias às quartas e quintas-feiras (19h às 21h).

  • Turma 2: Aulas às segundas-feiras (19h às 21h); monitorias às terças e quartas-feiras (19h às 21h); mentorias às quintas e sextas-feiras (19h às 21h).