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Residentes criam tecnologia com QR Code para guiar aplicação de medicamentos

Ferramenta digital desenvolvida em Arapiraca dá acesso instantâneo a protocolos de diluição, administração por sonda e dosagens pediátricas seguras

A rotina de urgência e emergência do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, ganhou um importante reforço tecnológico e assistencial. Profissionais dos programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Uniprofissional em Farmácia criaram e atualizaram guias técnicos digitais acessíveis por QR Code, reunindo orientações práticas para a administração correta de medicamentos.

Fixados em pontos estratégicos do hospital, os códigos permitem que médicos, enfermeiros e técnicos consultem protocolos em segundos pelo celular, direto no leito do paciente. Uma das principais vantagens do sistema é que os códigos são dinâmicos: quando um protocolo é atualizado, o link se renova automaticamente na nuvem, sem necessidade de reimprimir os materiais.

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Soluções nascidas na rotina hospitalar

Entre as novidades está o Guia de Diluição de Medicamentos, elaborado a partir da rotina da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF). O material detalha reconstituição, diluição, compatibilidade e tempo de infusão de cada fármaco.

“Fizemos uma análise minuciosa, bula por bula, laboratório por laboratório. As orientações podem mudar conforme o fabricante, principalmente a compatibilidade com certas soluções intravenosas”, explica o farmacêutico residente Endy Maclyn Silva.

A vivência dos profissionais também levou à criação de um manual específico para administração de remédios por sondas, demanda percebida durante o projeto Preparando a Volta para Casa, que orienta familiares antes da alta médica. O guia esclarece quais comprimidos podem ser triturados e quais perdem o efeito se não forem administrados por via oral padrão.

O pacote de ferramentas inclui ainda:

Guia de Opioides Pediátricos, informações focadas no uso racional e no cálculo seguro de dosagens para crianças, principalmente vítimas de queimaduras e traumas graves, prevenindo reações adversas e o protocolo de antídotos, que fornece atualização rápida sobre substâncias indicadas em casos agudos de intoxicação.

Prática que salva vidas

Para a farmacêutica Ana Renata de Almeida Lima, coordenadora do programa, a ferramenta resolve um gargalo real da assistência. “O profissional precisa, muitas vezes no calor do atendimento ou na prescrição de emergência, tirar dúvidas com respaldo científico imediato”, pontua.

A elaboração dos guias contou com o trabalho dos residentes Endy Maclyn Silva, Vinícius Freitas Arcieri de Medeiros e Graziela da Silva Pinto (Residência Multiprofissional), além de Gabrielly Rodrigues dos Santos (Residência em Farmácia).

Segundo a diretora-geral do HEA, Bárbara Albuquerque, o projeto comprova o valor da residência pública em saúde. “São materiais que transformam conhecimento científico em ferramentas de trabalho ágeis, ajudando nossas equipes a tomar decisões seguras em um hospital que atua diariamente para salvar vidas”, conclui.

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