Desde o último dia 11 de março, as praias do Litoral Norte de Alagoas ganharam um novo visitante: um elefante-marinho (Mirounga leonina) . O animal, que já percorreu mais de 30km da costa, agora se encontra em uma praia de Maceió. A presença dele vem chamando a atenção de banhistas e moradores. No entanto, o Instituto Biota de Conservação faz um alerta importante: a melhor forma de receber esse gigante é mantendo a distância.
De acordo com Bruno Stefanis, biólogo e diretor-executivo do Instituto Biota, o maior “gargalo” no monitoramento do animal hoje não é a saúde dele, mas sim o comportamento humano.
“O principal desafio do nosso trabalho é a interação com as pessoas. Sempre que recebemos informações sobre a localização do animal, isso é valioso, mas o problema é que as pessoas se aproximam demais para fazer imagens e isso estressa o animal”, explica.
Diferentemente do que muitos pensam ao ver o animal parado na areia, ele não está precisando de ajuda para voltar ao mar. O elefante-marinho está em um período de repouso absoluto para economizar energia. Esse processo é vital para que consiga realizar a troca de sua pelagem e, posteriormente, tenha forças para retornar à sua área de origem, diz um dos trechos do vídeo que o biólogo divulgou nas redes sociais.
“O animal faz barulhos de ameaça e sai do local de repouso para entrar na água quando se sente acuado. Isso é extremamente prejudicial, pois ele gasta uma energia que deveria estar guardando para sua recuperação natural”, conta Bruno.
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O portal Alagoas Notícia Boa (ALNB) publicou um vídeo em suas redes sociais para alertar os banhistas sobre o contato humano. Veja abaixo:
Além do bem-estar do animal, o Instituto alerta para os riscos à saúde humana.
“Por ser um animal selvagem, o elefante-marinho pode se sentir ameaçado e reagir, causando ferimentos graves ou mordidas. Outro ponto crítico é a transmissão de doenças: esses animais são extremamente sensíveis a patógenos humanos. Quem não quer curtir uma praia em paz? O animal busca a mesma coisa. Somos os seres racionais da história e precisamos saber o limite entre o ser humano e o animal selvagem”, finaliza Bruno
Se você encontrar o elefante-marinho em alguma praia, siga estas orientações: Não se aproxime! Mantenha uma distância segura para fotos e vídeos. Não force o retorno à água, pois ele sabe a hora certa de sair e entrar no mar. Ruídos excessivos estressam o visitante, então o silêncio segue sendo o principal aliado.
Caso visualize o animal, entre em contato com o Instituto Biota pelo WhatsApp: (82) 99115-2944.










