A professora de Educação Física Rayana Priscilla e a árbitra Marília Jatobá fazem parte do grupo de mulheres que atuam nos Jogos Estudantis de Alagoas (JEAL) liderando estudantes ou no comando das partidas.
Aos 32 anos, Rayana Priscilla liderou a equipe masculina de futsal da Escola Estadual José Correia da Silva Titara, de Marechal Deodoro, na edição de 2026 do JEAL.
Com cerca de dez anos de atuação na Educação Física, iniciou sua trajetória profissional em projetos esportivos voltados para recreação e práticas esportivas. A ligação com o futsal começou quando era estudante.
O interesse pela modalidade e a oportunidade de trabalhar diretamente com equipes escolares fizeram com que ela passasse a enxergar o esporte para além da competição.
“Quando surgiu a oportunidade de trabalhar diretamente com o futsal, entendi ainda mais que o esporte vai muito além da competição. O futsal é uma ferramenta de transformação social”, afirma.
Para Marília Jatobá, o caminho escolhido foi a arbitragem. Natural de São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas, Marília também é professora de Educação Física e iniciou sua trajetória como árbitra em 2013.
Na época, apenas três mulheres ingressaram no mesmo processo de formação. Hoje, mais de uma década depois, ela é a única daquele grupo que segue atuando.
Segundo Marília, permanecer na função exigiu dedicação e persistência. Durante os primeiros anos de carreira, contou com o incentivo de uma árbitra mais experiente, que compartilhava orientações e experiências sobre a profissão.
“Ela sempre me incentivou a continuar, porque não é fácil ficar, principalmente em um ambiente que ainda é muito machista”, recorda.
Ao longo dos anos, Marília construiu sua identidade dentro das quadras apostando no diálogo e no respeito na relação com atletas e treinadores.
Para ela, essa postura contribui com a boa condução das partidas e na construção de um ambiente esportivo mais saudável.








