O livro “Sereias Alagoanas: histórias de mulheres que encantam”, da arquiteta e urbanista Adriana Capretz, vai ser lançado no próximo dia 27 deste mês, na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, em Maceió.
A obra apresenta trajetórias femininas marcadas pela defesa da justiça social, da cultura, do meio ambiente e da dignidade humana, reunindo nomes de mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas, cientistas, artistas, etc
Pensado especialmente para o público infantojuvenil, a obra apresenta cada personagem por meio de uma breve biografia acompanhada de ilustrações produzidas por artistas alagoanos convidados.
Histórias inspiradoras
As mulheres retratadas foram organizadas em eixos que vão desde pioneiras e educadoras até mestras da cultura popular, cientistas, indígenas, negras, empreendedoras e defensoras do meio ambiente, formando um amplo mosaico de referências femininas.
Para a supervisora da Biblioteca Graciliano Ramos, Mira Dantas, receber o lançamento do livro representa uma oportunidade de ampliar o acesso a narrativas que historicamente ficaram à margem dos registros oficiais.
Sereias Alagoanas apresenta histórias de mulheres que sempre atuaram de forma decisiva em suas comunidades, mas que nem sempre tiveram seus nomes registrados em livros.
Crianças e jovens leitores
A obra contribui para que crianças, jovens e leitores em geral conheçam outras referências de protagonismo feminino, reconhecendo a diversidade de experiências que constroem a história de Alagoas.
O livro marca o início da vigência da lei que torna obrigatória a abordagem das contribuições das mulheres na ciência, nas artes, na política e na sociedade nos currículos da educação básica brasileira.
A escrita do livro nasceu tanto do contato da autora com obras biográficas voltadas ao público infantil quanto de sua pesquisa sobre mulheres alagoanas pouco reconhecidas, iniciada a partir do estudo da trajetória da arquiteta Zélia Maia Nobre.
Adriana Capretz também é doutora em Ciências Sociais e professora titular da Universidade Federal de Alagoas.
O projeto foi realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, operacionalizado pelo Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult).










