A música tem sido utilizada como um importante instrumento de transformação social para pessoas privadas de liberdade no sistema prisional alagoano.
A iniciativa, chamada “Projeto Musicalizando Vidas”, atua desde novembro de 2025 e conta com a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).
Implementado no Presídio masculino Professor Cyridião Durval, no complexo prisional, em Maceió, o projeto tem como objetivo central contribuir para a ressocialização por meio da formação musical, promovendo o desenvolvimento técnico, emocional e social dos participantes, além da reintegração à sociedade. Atualmente, o projeto atende 15 reeducandos.
A proposta parte do reconhecimento do potencial educativo e terapêutico da música, capaz de estimular valores fundamentais à convivência social, como disciplina, cooperação, paciência, autocontrole, empatia e expressão emocional.
Esses elementos são trabalhados de forma contínua e estruturada, respeitando o ambiente institucional e os princípios da dignidade humana.
Antonio Medeiros, um dos coordenadores do projeto Musicalizando Vidas, destaca que a música vai chegar aonde quase ninguém chega.
“Aqui, cada acorde é um convite ao recomeço. Da cela, ao palco, da dor, à esperança”, reflete Antonio sobre o “Musicalizando Vidas”.
A iniciativa também foi idealizada pela pianista Selma Britto e tem a coordenação geral e pedagógica do maestro Luiz Martins, ambos profissionais com ampla experiência na área musical e educacional.

Entre as atividades desenvolvidas estão aulas de teoria musical; ensino de instrumentos; prática em conjunto; formação de uma orquestra de cordas composta por violinos, violas, violoncelos e contrabaixos; além de ensaios e apresentações musicais.
As aulas são realizadas dentro da unidade prisional e ministradas por professores qualificados do cenário musical alagoano.
Além do impacto educacional e social, o projeto possibilita aos participantes o acesso à remição de pena, conforme previsto na legislação brasileira, que reconhece atividades educacionais, culturais e formativas como instrumentos de ressocialização.
Segundo o secretário de ressocialização, Diogo Teixeira, a ação busca, de forma lúdica, devolver pessoas melhores a sociedade.
“Estamos promovendo a musicalização dentro do sistema prisional porque acreditamos no poder que ela tem em nossas vidas. Por meio de atividades transformadoras como essa, é possível devolver pessoas melhores para sociedade”.










