Os empréstimos do Banco do Nordeste para mandiocultura somaram R$ 6,5 milhões, em 2025, o que representa um aumento de 41% em relação a 2024. O maior volume de negócios foi fito no Agreste alagoano.
A maior parte dos financiamentos foi consolidada no Agreste alagoano, região em que está sendo desenvolvido o Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), do BNB, com foco na atividade.
As ações do BNB promovem melhoramento genético, viabilizando a inserção dos produtores locais no mercado externo, por meio da comercialização da produção para uma cooperativa de Agricultores de Sergipe (Coofama).
Cerca de 300 toneladas de mandioca de produtores alagoanos são compradas diariamente para o beneficiamento e produção de farinha, que depois é exportada para a Itália.
De acordo com o gerente de Desenvolvimento Territorial do BNB no estado, Manoel Roberto Muniz, o incremento do crédito impacta diretamente em avanços estruturais para a cadeia produtiva da mandiocultura.
“Conseguimos ampliar a produtividade e promover o melhoramento genético das cultivares de produtores dos municípios de Arapiraca, Limoeiro de Anadia, Feira Grande e Lagoa da Canoa”, atesta.
Segundo Claudevan Silva, agente de desenvolvimento do BNB, os últimos três anos de atividades desenvolvidas pelo Programa têm incentivado a qualificação técnica dos agentes econômicos do território.
As articulações também têm fortalecido a inserção da produção alagoana em mercados mais amplos, com destaque para a parceria com a Coofama, que utiliza a mandioca produzida em Alagoas como matéria-prima para a produção de farinha e fécula para exportação.
“A Coofama é um exemplo de como a organização da produção e garantia de qualidade da matéria-prima permitem acessar grandes compradores e novos mercados, inclusive fora do país”, explica Claudevan.
O presidente da Câmara Setorial da Mandiocultura e Derivados do estado de Alagoas e responsável direto pelas negociações com a Coofama, Eloízio Lopes, afirma que o polo de Campo do Brito reúne cerca de 200 beneficiadores, que compram a mandioca dos produtores alagoanos.
“Essa parceria com a Coofama tem mostrado que a mandioca alagoana tem qualidade e escala para atender mercados exigentes. Hoje já temos exportações em curso, especialmente para a Itália, e uma tendência clara de crescimento”, evidencia.
Somente em 2025, as exportações de farinha de mandioca para o mercado italiano superaram 100 toneladas, impulsionadas pela demanda por produtos sem glúten.










