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Ufal obtém R$ 2,5 milhões para conservação da caatinga em AL

Verba também vai ser aplicada em sistemas de autonomia energética sustentável para captação de água
Técnicos envolvidos no projeto Mato da Onça, em Pão de Açúcar, Alagoas

O projeto Mato da Onça Resiliente, por meio da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Penedo, conseguiu aporte de R$ 3 milhões para conservação da caatinga em Pão de Açúcar (AL), no Baixo São Francisco.

Os recursos, captados por meio de edital, são do Fundo de Desenvolvimento Regional Sustentável (FDRS/BNB), R$ 2,5 milhões, e de uma contrapartida da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no valor de R$ 500 mil reais

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A verba vai ser aplicada em infraestrutura ecológica e tecnológica, com ampliação dos sistemas fotovoltaicos para autonomia energética sustentável e melhoria no sistema de captação de água.

Ampliação da oferta de líquido para ações de plantio e manutenção, além de sistema de comunicação digital, também será instalado para uso comunitário, científico e de segurança territorial.

Reserva particular no Sertão

A Reserva Mato da Onça, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), em Pão de Açúcar, é reconhecida nacional e internacionalmente pela defesa dos ecossistemas ribeirinhos, pela salvaguarda de saberes tradicionais.

“O projeto reforça a Reserva Mato da Onça como um laboratório vivo de conservação e adaptação climática, articulando ciência, tecnologia”, explica o professor Jairo Lizandro Schmitti, da Ufal/Penedo.

O eixo central do projeto é o envolvimento direto da comunidade Conceição, que participa das ações de restauração, produção de mudas, manejo ambiental e educação popular.

A metodologia é baseada na integração entre saberes científicos e tradicionais, fortalecendo a autonomia local e o protagonismo das famílias ribeirinhas na gestão do território.

Ciência cidadã e monitoramento ambiental

O projeto aposta em estudos de biodiversidade, regeneração da Caatinga e impactos das mudanças climáticas na paisagem ribeirinha.

Haverá oportunidades de bolsas de pesquisa e extensão para estudantes de instituições como Ufal, Ifal e UFPE, além da realização de oficinas, mutirões e formação continuada em governança territorial.

Alguns estudos coordenados pelo projeto serão focados na valoração dos serviços ecossistêmicos da Reserva Mato da Onça e sua relação com as populações do entorno.