Um adolescente vai retomar o Ensino Médio em 2026, após ter abandonado o colégio para trabalhar. Ele conciliará os estudos com curso profissionalizante e exercerá as funções de aprendiz numa loja de Santana do Ipanema.
“Só quero estudar e focar no que importa para conseguir meus objetivos”, afirma o adolescente, que foi vítima de trabalho análogo à escravidão numa fazenda de café localizada no estado de Minas Gerais (MG).
O resgate por parte de uma força-tarefa do Ministério do Trabalho ocorreu em junho deste ano. Lá, era submetido à jornada de trabalho de mais de 12 horas, em condições degradantes, recebendo abaixo do acordado.
Envdividamento constante
O endividamento constante e com limitações de contato com a família. O trabalho análogo à escravidão coincidia com o trabalho infantil, já que,¸com menos de 18 anos, trabalhava à noite, num ambiente perigoso e insalubre.
Desde o resgate, o MPT e a Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) acompanham a situação para que sua condição de vulnerabilidade social não o leve novamente ao trabalho infantil ou ao trabalho escravo.
A procuradora Cláudia Soares esteve em Santana para realização do Mutirão da Aprendizagem Profissional, onde se assumiu o compromisso de contratação do adolescente como aprendiz assim que retomasse os estudos regulares.












