O canto do Curió pode voltar a ser ouvido nas matas alagoanas. Nessa segunda-feira (29), promotores do Ministério Público de Alagoas visitaram a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santa Fé , em Tanque d’Arca, para discutir ações conjuntas de preservação e recuperação da fauna.
A visita teve como foco apresentar os programas Pró-Reservas e Pró-Espécies ao proprietário da área, Luiz Alberto Fonseca de Lima , e incrementar o cadastro da reserva junto ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) como espaço habilitado para a soltura de animais silvestres. A medida abre caminho para mais áreas de refúgio e refaunação em Alagoas.
Durante o encontro, a promotora de Justiça Lavinia Fragoso destacou a importância estratégica da reserva.
“É uma área estratégica por ser muito bem conservada e totalmente regularizada junto aos órgãos competentes. Para além disso, ainda convidamos para essa reunião programas a Prefeitura de Tanque d’Arca, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, de modo que a gestão possa conhecer os e se tornar parceira no desenvolvimento de ações conjuntas. A ideia é que o município contribua tanto com o trabalho de busca ativa, identificando proprietários de terras e áreas de mata nativa para criação de novas RPPNs, como também quanto com iniciativas de conscientização da população local sobre a importância da preservação ambiental.”
Refaunação
O promotor de Justiça Alberto Fonseca reforçou a necessidade da refaunação.
“São áreas da Mata Atlântica que podemos classificar como um deserto verde, se compararmos com o que existia antes. O Curió, por exemplo, que só ainda não é uma espécie ameaçada de extinção porque há vários criatórios que mantêm o animal em cativeiro, já não mais é presente na Mata Atlântica de Alagoas há mais de 30 anos. Então, com a compreensão de que essa união de forças torna possível o estabelecimento de um plano de ação estadual, a gente alimenta novamente a esperança de ver o Curió em nossas matas”.

A Prefeitura de Tanque d’Arca assumiu o compromisso de elaborar diretrizes para apoiar os projetos. Já o proprietário da Santa Fé, Luiz Alberto Fonseca de Lima , referiu a emoção de ver sua área integrar a iniciativa
“Há muitos anos que eu conservo essa beleza aqui atrás, e até já fizemos algumas reintroduções de pássaros junto com outros órgãos. Então, passar a atuar como parceiro do Ministério Público será uma satisfação imensa. Quero muito contribuir para o reequilíbrio da natureza.”











