A fotógrafa Tatiane de Almeida apresenta ao público a exposição “Pega de Boi no Mato”, resultado de uma imersão no Sertão, onde viveu de perto a realidade dos vaqueiros, suas histórias de sobrevivência e a força de uma tradição que resiste ao tempo.
Mais do que um registro fotográfico, a mostra é fruto de uma experiência pessoal intensa: ela participou da maior pega de boi no mato de Alagoas, que fica no município de Girau do Ponciano.
A exposição estará aberta ao público no dia 13 de outubro, a partir das 15h, no Museu Palácio Floriano Peixoto, localizado na Praça dos Martírios, Centro de Maceió.
Tatiane foi até a Serrote do Sertão, onde aconteceu o evento, conversou com vaqueiros e presenciou, sob o sol forte e a poeira da caatinga, a prática desse esporte que é também patrimônio cultural.
“Estar ali foi entender que a pega de boi no mato não é apenas uma disputa entre homem e animal, mas uma expressão de identidade, coragem e resistência de um povo que aprende a sobreviver com bravura”, afirma a fotógrafa.
União
As imagens revelam a dureza e a poesia da vida sertaneja: o gado em fuga, o vaqueiro em disparada, o encontro com a vegetação fechada, e os momentos de fé e união que acompanham a jornada.
Cada fotografia é um testemunho visual da relação entre homem, natureza e tradição, evidenciando a cultura como espaço de resistência e continuidade.
Com um olhar documental e sensível, Tatiane transforma cenas do cotidiano sertanejo em arte, eternizando momentos que muitas vezes passam despercebidos.
A proposta da exposição é provocar reflexão sobre a importância da preservação da cultura popular e destacar o vaqueiro como guardião de uma herança que pertence a todo o Nordeste.











