Alagoas conquistou um lugar de destaque no Hacktown 2025, o maior festival de tecnologia, inovação e criatividade da América Latina. O Laboratório de Inovação Inclusiva da Universidade Federal de Alagoas (Liinc/UFAL) levará ao festival a palestra “Hackeando o Interior: Como a Inovação Emerge em Lugares Invisíveis”, que será apresentada na cidade de Santa Rita do Sapucaí (MG).
Segundo João Paulo Ferreira, coordenador de metodologias e estratégias do Liinc e responsável por ministrar a palestra, essa conquista coloca Alagoas no mapa nacional da inovação, ao lado de grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
“Nossa ideia é mostrar os resultados alcançados pelo Liinc atuando com empreendedorismo e inovação, principalmente nas cidades do interior de Alagoas. Acredito que os sucessos e os erros precisam ser compartilhados com outros agentes que atuam em ‘lugares invisíveis’ pelo Brasil”, destaca João Paulo, que é cientista da computação formado pela Ufal e especialista em UX Research.
Desde 2023, o Liinc, em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas (Secti/AL) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), realiza o Circuito Alagoano de Inovação (CADI).
Esse trabalho já promoveu 20 maratonas ou desafios de inovação, conectou mais de 120 mentores voluntários de 12 estados brasileiros e três países, e impactou quase 2 mil pessoas. O reconhecimento nacional do laboratório vem crescendo: o Liinc foi semifinalista do Prêmio LED da TV Globo, finalista do Prêmio INPI de Tecnologia e se destaca como referência em inovação social no Nordeste.

A palestra será realizada no dia 02/08, às 17h30, no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), dentro da trilha de Cidades e Comunidades Inovadoras. João Paulo vai mostrar como a metodologia desenvolvida em Alagoas pode ser replicada em outras regiões do Brasil que enfrentam desafios socioeconômicos semelhantes.
“Acreditamos que a inovação é um instrumento fundamental para a transformação social. Essa é uma oportunidade de mostrar ao Brasil que a inovação pública não acontece apenas nos grandes centros urbanos. Em Alagoas, estamos criando soluções com os jovens, com as comunidades e com o poder público local. Nosso trabalho é um convite à transformação a partir dos territórios invisíveis”, finaliza João Paulo.
Sobre o Hacktown
Criado em 2016, o evento acontece em Santa Rita do Sapucaí (MG), conhecida como “Vale da Eletrônica” por reunir diversos centros de educação em tecnologia e incubadoras. Segundo dados do município, a cidade conta com mais de 150 empresas, incluindo 50 startups, que movimentam mais de 3,2 bilhões de reais por ano.
Durante os quatro dias do festival, a cidade de pouco mais de 40 mil habitantes quase dobra de população com a chegada dos visitantes. Esse fluxo intenso pode gerar uma movimentação econômica de cerca de R$ 30 milhões na região, R$ 5 milhões a mais do que no ano passado, segundo estimativa da organização. Os valores consideram gastos com consumo, hospedagem e turismo.
O Hacktown vai além dos debates: cria experiências em toda a cidade, apostando em um modelo descentralizado que ocupa restaurantes, bares, casas, auditórios e teatros.
Em 2024, o evento reuniu mais de 30 mil participantes e movimentou R$ 30 milhões na economia regional. É reconhecido por transformar toda a cidade em um laboratório vivo de inovação, com mais de 1.000 atividades simultâneas em 110 espaços diferentes.












