O Pelotão Aquático do Batalhão Ambiental da Militar de Alagoas, sediado entre Maceió e Marechal Deodoro, atua na prevenção de crimes ambientais, em especial à pesca predatória, em rios e nas águas das lagos Mundaú e Manguaba.
Nas 29 operações de fiscalização já realizadas nos cinco primeiros meses deste ano, houve resgate de 51 animais que tinham sido capturados de maneira irregular e por meio da utilização de instrumentos inadequados.
A principal irregularidade está no tamanho da malha das redes de pesca. Se ela for menor que o permitido, prende prendendo também espécies ainda fora na fase de captura, incluindo filhotes, segundo explicação da PM.
“O trabalho é executado a partir do patrulhamento embarcado, com foco nas Lagoas Mundaú e Manguaba. O policiamento é feito de forma ostensiva em áreas frequentadas por pescadores e marisqueiros”, diz o tenente Delmiro.
As cidades do complexo Mundaú-Manguaba concentram a maioria das ocorrências de crimes ambientais envolvendo a pesca com apetrechos proibidos. Foram 96 chamados em Maceió, Marechal Deodoro e Pilar nos últimos dois anos.
Do total, quase 70% das ocorrências aconteceram em Marechal, cidade banhada pelas duas lagoas. Mais de 1.080 caranguejos foram apreendidos pelo BPA nos anos de 2023 e 2024, sendo 670 da espécie uçá e 415 guaiamuns.
O sargento Franklin lembra que a pesca predatória é um crime ambiental com pena que pode chegar a até três anos, sendo prorrogada a cinco, caso haja a utilização de explosivos ou elementos químicos.
As punições também ocorrem no campo administrativo. Quem for flagrado em ilícitos ambientais pode sofrer sanções financeiras que chegam até 100 mil reais, a depender do grau de gravidade da infração.
Como denunciar crimes ambientais
Além dos tradicionais canais 190, utilizado em caso de flagrantes, e 181, para denúncias anônimas, o Batalhão Ambiental possui um número funcional (82) 98833-5879, que também é usado na modalidade WhatsApp.











