A cadeia produtiva da carcinicultura produziu quase 230 toneladas de camarão em Alagoas, obtendo faturamento bruto de R$ 5,3 milhões, no último ciclo reprodutivo. Os dados são da Associação dos Criadores de Camarão de Alagoas (Accal).
A entidade foi fundada por Iury Amorim, engenheiro de pesca. Em Arapiraca, ele investiu no primeiro tanque para criação dos camarões quando voltou de mestrado. “Minha mãe perguntava o que um engenheiro de pesca faria onde não havia água”.
Ele avalia que a carcinicultura “salva o sertanejo”. Ele se refere ao fato de se produzir em Alagoas em ambiente com baixa salinidade. “como os ciclos de produção duram aproximadamente 3 meses, o retorno financeiro é rápido”, avalia.
Somente no povoado Poção, em Arapiraca, mais de 20 produtores produzem camarão. Nos últimos três meses, eles receberam diagnóstico e acompanhamento técnico, por meio do Programa de Cooperação Técnica (PCT), do Sebrae.
O objetivo é fortalecer a aquicultura familiar. “Ter um engenheiro de pesca visitando a propriedade já é a melhor coisa do mundo. Muita coisa melhorou e ainda vai melhorar”, afirma Iury, um dos beneficiários do PCT.
O diretor-presidente do Sebrae Alagoas, Domício Silva, destaca o papel transformador da atividade. Segundo ele, a criação de camarão abre novas perspectivas para pequenos produtores do Agreste.
“A criação de camarão surge como uma alternativa para áreas onde a água antes era improdutiva. Isso é inovação pura. Produtores que estavam presos a modelos tradicionais agora encontram novas possibilidades”, afirma.












