A combinação de forrageiras, silagem de palma e suplementação contribuiu para elevação média de 650 gramas/dia por cada bovino inserido num projeto de sustentabilidade da atividade agropecuária.
Desenvolvido com a Embrapa, o Forrageiras para o Semiárido identificou variedades forrageiras mais resistentes ao déficit hídrico e aprimorou técnicas de manejo com maior regularidade na oferta de alimento aos rebanhos.
Os resultados do projeto foram divulgados para 600 produtores rurais reunidos, segunda-feira (17), em evento da Federação da Agricultura (Faeal), numa fazenda em Monteirópolis, no Sertão de Alagoas.
O projeto avalia diferentes forragens, como capins, sorgo, milheto, milho e palma, buscando identificar quais apresentam melhor produtividade e resistência de acordo com as características de cada região.
Variedade alimentar
Para a coordenadora do projeto, Alenilda Carvalho, a oferta de “cardápio forrageiro” com diferentes espécies de alimentação é o que proporciona alimentação adequada ao rebanho, nos meses de estiagem, inclusive.
A expectativa era um ganho médio diário de aproximadamente 400 gramas por animal. Os experimentos realizados mostraram, no entanto, ganho médio de 650 gramas por animal/dia, avisa a coordenação do projeto.
“A importância do projeto é que a gente traz aqui para o produtor rural um cardápio forrageiro, garantindo a sustentabilidade da atividade da pecuária de leite e da pecuária de corte”, destacou Alenilda Carvalho.
Para o presidente da Federação da Agricultura de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida, a adoção de tecnologia é contribui para que o produtor consiga aumentar sua eficiência e acompanhe as novas demandas do setor.
Adaptação e sobrevivência
“Ou você se adequa à realidade, aplicando a tecnologia, ou deixa de existir”, avisa Almeida, explicando que a variedade de forragens permite uma produção com maior eficiência, fortalecendo a geração de emprego e renda.
“O grande segredo é identificar uma cultura que se estabilize, que seja viável e torne a região mais eficiente e produtiva”, explicou André Ramalho, vice-presidente da Faeal e dono fazenda onde houve o experimento.
Presente nos nove estados do Nordeste e no Norte de Minas Gerais, o projeto considera fatores como clima, regime de chuvas e características do solo para ampliar as chances de sucesso das práticas adotadas pelos produtores.









