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Grupo formado só por mulheres conquista 2° lugar em evento de inovação colaborativa

Equipe apresentou projeto BlueChat para conscientizar homens sobre o câncer de próstata
Hack Massa é uma maratona de inovação colaborativa de 3 dias (Crédito: assessoria)

Uma equipe formada só por mulheres conquistou o segundo lugar na primeira edição do Hack Massa. O evento foi finalizado no último final de semana e tem como objetivo mobilizar o ecossistema local para o desenvolvimento de soluções inovadoras e tecnológicas para desafios reais da cidade de Maceió

Promovido pela Prefeitura Municipal, o Hack Massa é uma maratona de inovação colaborativa de 3 dias, onde equipes multidisciplinares se reunirão para desenvolver protótipos e MVPs (Minimum Viable Products) não funcionais. A programação incluiu workshops, mentorias e palestras, estimulando a co-criação.

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A equipe formada pelas estudantes Yasmyny Moura, Raíssa França, Raphaela Costa e Laura Simões foi reconhecida pelo projeto BlueChat, voltado para a prevenção do câncer de próstata, que idealizou um robô (chatbox) de WhatsApp que tira dúvidas, envia lembretes e auxilia no agendamento de consultas.

“Foi muito significativo participar de uma equipe 100% feminina, principalmente em um evento de tecnologia e inovação, onde a predominância ainda é masculina”, afirma Yasmmyny Moura, líder da equipe.

Para ela, além da competição, participar do Hack Massa é uma forma de também inspirar outras mulheres a acreditarem no seu potencial.

A equipe é composta por duas estudantes de medicina, um estudante de psicologia e uma de publicidade. Juntas, elas pensaram em uma solução que visa desestigmatizar a vergonha que os homens ainda têm sobre o tema.

Projeto auxilia homens sobre o câncer de prostata

“Os homens não querem se cuidar por diversos tabus. E isso gera mais uma carga para as mulheres que são em sua maioria as pessoas que procuram tratamento e consultas para os homens em diversas posições: como filhas, esposas, mães”, reflete.

Para além da representatividade feminina, a presença de Laura Simões, estudante de psicologia, está dentro do espectro autista mostra o compromisso do espaço em também incluir pessoas com deficiência. “Senti que estou sendo representada e representando outras pessoas nesse espaço”, diz.

Para Laura Mesquita, presidente da Comissão do Hack Massa, ver o sucesso da equipe é um indicativo de uma construção mais justa e inclusiva para todos.

“Fico muito feliz em ver a forte presença feminina nas três equipes que subiram ao pódio. A equipe que ficou em segundo lugar, composta apenas por mulheres, é um exemplo brilhante de talento e resiliência. E a equipe vencedora, com a maioria de seus membros sendo mulheres, mostra que a liderança feminina na tecnologia é uma realidade”, ressalta.