A trajetória de Sarah Oliveira, ex-aluna da Escola Municipal Pio X, ganhou um novo e ambicioso capítulo. Medalhista da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP), a estudante de 14 anos embarcou para Valinhos, no interior de São Paulo, para participar da etapa 2026 do SigmaCamp.
O evento é uma imersão internacional voltada para as áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
Até 17 de janeiro, Sarah deixa as salas de aula do 9º ano para vivenciar uma rotina de pesquisadora. Ela se junta a centenas de jovens talentos do Brasil para uma programação que inclui palestras, laboratórios práticos (os chamados “semilabs”) e experimentos conduzidos por professores de universidades que são referência global, como Harvard, MIT, Stanford, USP e Unicamp.
Um passaporte para o futuro
Para Sarah, a viagem é a recompensa por um desempenho acadêmico brilhante. Em 2025, ela concluiu o ensino fundamental com sucesso: além da medalha na OBMEP, garantiu bolsas integrais para cursar o ensino médio tanto no Ifal quanto no Sesi.
“Estou com uma expectativa muito grande. Vai ser uma semana de imersão, tudo em inglês, com professores brasileiros e americanos”, conta a estudante.
Com mais de 20 cursos à disposição no evento, Sarah vê a oportunidade como um divisor de águas.
“Isso ajuda muito para quem ainda tem dúvida sobre qual profissão seguir. Além de aprender, vou fazer novas amizades e viver experiências únicas.”
Maceió no radar da ciência
A participação da estudante conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que enxerga no desempenho de Sarah um modelo para a rede.
“Essa participação é a prova do potencial dos jovens maceioenses nas áreas de exatas. O SigmaCamp reúne o que há de mais avançado em pesquisa no mundo”, destaca o secretário de Educação, Luiz Rogério.
Próximos passos
Enquanto Sarah mergulha nos laboratórios em São Paulo, Maceió já se prepara para o Sigma Festival Nordeste, que acontece nos dias 20 e 21 de janeiro.
O festival será uma prévia da dinâmica científica para 800 estudantes da região, sendo 150 deles da rede municipal da capital, mantendo vivo o incentivo à ciência que levou Sarah a romper as fronteiras de Alagoas.











