Três pesquisadoras do Hospital Universitário (HU), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que atuam em áreas distintas, têm mostrado como a ciência conduzida por mulheres contribui para salvar vidas, qualificar o Sistema Único de Saúde (SUS) e transformar realidades.
Thais Fraga, bióloga, monitoramento fungos patogênicos no ambiente hospitalar. Letícia Januzi pesquisa a relação entre o derrame (AVC) e a Doença de Chagas. Roberta Caldas, anestesiologista, lidera programa que alivia a dor para mulheres em situação de parto normal.
No Hospital Universitário, a pesquisa científica tem protagonismo feminino e impacta diretamente o cuidado com pacientes, a segurança dos ambientes e a qualidade da assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, dos 1.172 pesquisadores do HUPAA-Ufal credenciados na Rede Pesquisa, cerca de 60% são mulheres.
Prevenção de infecções hospitalares
Thais Fraga é bióloga, professora de Microbiologia da Ufal, coordena estudos para identificação e monitoramento de fungos patogênicos no ambiente hospitalar.
Graças à pesquisa conduzida por Thais, fungos patogênicos foram identificados em áreas críticas do HUPAA, como o Centro de Terapia Intensiva adulto e neonatal.
“A partir dos resultados, o hospital pode aprimorar medidas de biossegurança, ajustar protocolos de limpeza, inclusive de equipamentos sensíveis, como incubadoras neonatais, além de adotar estratégias preventivas mais eficazes”, explicou.
Humanização de partos
A anestesiologista e pesquisadora do HUPAA-Ufal/Ebserh, Roberta Caldas, transformou o tema do seu mestrado em um programa assistencial que hoje beneficia gestantes atendidas no hospital.
O Programa de Analgesia de Parto oferece às mulheres a possibilidade de alívio da dor durante o trabalho de parto normal, com acompanhamento da equipe de anestesiologia e participação de residentes.
A iniciativa contribui para reduzir a taxa de cesarianas desnecessárias, solicitadas em decorrência da fadiga materna e dor intensa. Além do conforto para a gestante, o programa traz benefícios para o bebê, ao reduzir o risco de sofrimento fetal associado ao estresse materno.
Solução de doenças complexas
Letícia Januzi desenvolve pesquisas sobre o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico (tipo de derrame causado pelo entupimento da artéria do cérebro) e a Doença de Chagas, além da Trombose Venosa Cerebral (TVC), uma doença rara.
A pesquisa sobre Chagas investiga a eficácia dos anticoagulantes diretos orais quando comparados ao medicamento padrão, varfarina, nos pacientes que sofreram AVC isquêmico associado à infecção.
Letícia explicou que a Doença de Chagas ainda é negligenciada e endêmica no Nordeste e a Trombose Venosa Cerebral é rara.











