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Startup alagoana leva tecnologia de combate à insegurança alimentar a Rondônia

Amitis também fará a instalação de hortas hidropônicas aos estados da Bahia e do Mato Grosso
Em Alagoas, já são 12 hortas hidropônicas instaladas (foto: Severino Carvalho)

A startup alagoana Amitis iniciou a instalação de uma horta hidropônica em Porto Velho, Rondônia. Será a primeira vez que a empresa fará a implantação do sistema em outro estado. O equipamento tem como objetivo auxiliar no combate à insegurança alimentar.

De acordo com a diretora de Marketing da Amitis, Lilian Vicente, a instalação da horta hidropônica acontecerá no Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional de Rondônia (IDEP). A expansão ocorre por meio da parceria firmada com a Solar Coca-Cola e o Governo de Rondônia.

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Segundo ela, a parceria com a Solar Coca-Cola também possibilitará, no próximo mês, a instalação dos equipamentos na Bahia e no Mato Grosso, com o apoio dos governos estaduais.

Lilian afirmou que este final de ano representa um marco significativo para a expansão da Amitis, com o início da jornada de crescimento.

“É um momento de grande celebração, pois alcançamos não apenas a primeira venda interestadual, mas também outras oportunidades de expandir nossa atuação para além do estado de Alagoas. Nosso objetivo é contribuir para o combate à insegurança alimentar em âmbito nacional, e este momento representa um passo importante na realização desse sonho”, celebrou Lilian.

Ela informou que a instalação da horta hidropônica no IDEP de Porto Velho teve início no dia 27 e deve ficar pronta nesta sexta-feira (31). Em Alagoas, 12 desses equipamentos já foram instalados, inclusive em parceria com o Governo do Estado.

A iniciativa promove o acesso a alimentos saudáveis em comunidades vulneráveis e também leva educação ambiental e alimentar às crianças da rede pública.

Como funciona

A Amitis, um negócio de impacto socioambiental, utiliza a hidroponia, técnica de cultivo sem uso do solo, para implantar hortas sustentáveis e automatizadas em escolas e comunidades.

O diferencial das hortas está na estrutura composta por madeira reaproveitada e garrafas PET, o que evita a emissão de mais de 1 tonelada de CO² por mês e contribui para a economia de recursos naturais.

O sistema automatizado permite que as hortas funcionem sem intervenção humana, com sensores de umidade que acionam a irrigação apenas quando necessário, gerando grande economia de água.

O substrato utilizado, à base de casca de arroz carbonizada, impede a proliferação de pragas e doenças, tornando o processo ainda mais eficiente e sustentável.

Cada horta ocupa uma área de 48m² e pode conter até 700 células produtivas, garantindo alta produtividade em pequenos espaços urbanos ou escolares.

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