O Governo Federal deu um passo decisivo para aliviar o bolso dos brasileiros ao oficializar, nesta segunda-feira, o lançamento do “Novo Desenrola Brasil”.
O programa chega como um fôlego para os mais de 117 milhões de pessoas que, segundo o Banco Central, iniciaram o ano com algum tipo de dívida.
A proposta central é transformar o cenário de inadimplência em oportunidade de consumo, oferecendo condições de renegociação que priorizam quem mais precisa de suporte financeiro.
O programa é dividido em quatro eixos estratégicos: Famílias, Fies, Empresas e Rural, atendendo desde o cidadão comum até o pequeno produtor e o microempresário. (detalhes no final da matéria)
O público-alvo são trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, que agora podem renegociar desde o saldo devedor do cartão de crédito e cheque especial até parcelas atrasadas do Fies.
Os interessados em participar de qualquer uma das modalidades têm 90 dias, a partir desta terça-feira (5), para realizar a renegociação.
“Estamos tentando encontrar uma fórmula de tirar, sabe, a corda do pescoço dessa gente. Para ele voltar a respirar normal, para ele poder voltar a sonhar, ter o seu nome limpo na praça, porque não é correto um cidadão brasileiro estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de R$ 100, de R$ 150, de R$ 200”, pontuou o Presidente Lula.
As novas regras estabelecem que os juros não ultrapassarão o teto de 1,99% ao mês. Na prática, isso significa uma redução drástica nas taxas que costumam asfixiar o orçamento doméstico.
Além disso, os descontos no valor principal da dívida podem chegar a impressionantes 90%.
A grande inovação desta fase é a integração com o FGTS. Agora, o trabalhador terá a liberdade de utilizar até 20% do saldo do seu fundo para amortizar o que deve.
O processo foi desenhado para ser transparente e seguro: com a autorização do titular, a Caixa Econômica Federal transfere o recurso diretamente para o banco credor, garantindo que o dinheiro cumpra seu papel de sanear o CPF do cidadão.
O programa também traz uma camada de responsabilidade social ao restringir, por um ano, o acesso de quem aderir ao plano às plataformas de apostas online, as populares “bets”.
A ideia é promover uma educação financeira prática, evitando que o alívio nas contas seja comprometido por novos riscos.
Modalidades do programa
- Desenrola Famílias – o foco é quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105). Estão no radar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito direto contratadas até janeiro de 2026. As condições são agressivas: descontos de até 90% no valor devido e juros limitados a 1,99% ao mês. O teto para renegociação é de R$ 15 mil por instituição e o prazo para pagamento chega a 48 meses. Além disso, o trabalhador pode usar até 20% do saldo do FGTS (ou R$ 1 mil, o que for maior) para abater a dívida, mas com uma contrapartida educativa: quem aderir fica impedido de apostar em sites de “bets” por um ano.
- Desenrola Fies – traz um alívio esperado para os estudantes. Para quem optar pelo pagamento à vista, o programa oferece 12% de desconto no valor principal e perdão total de juros e multas. Quem preferir parcelar poderá fazê-lo em até 150 vezes, também com a isenção de encargos acumulados. É uma oportunidade de ouro para o recém-formado retomar sua vida financeira sem o peso das parcelas atrasadas do financiamento estudantil.
- Desenrola Empresas – foca em micro e pequenas empresas com faturamentos de até R$ 4,8 milhões. O governo ampliou os prazos de quitação para 96 meses e dobrou a carência para dois anos. Outra mudança importante é a tolerância de atraso para novos créditos, que saltou de 14 para 90 dias, além do aumento substancial no valor total de crédito disponível para financiamento.
- Desenrola Rural – estende prazos para que agricultores familiares, especialmente os de baixa renda, consigam liquidar dívidas antigas e voltem a investir em suas plantações.










