A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) foi uma das cinco instituições de ensino superior do Brasil, e a única do Nordeste, a subir posições no prestigiado ranking internacional Center for World University Rankings (CWUR), divulgado na manhã desta segunda-feira (1º). Na contramão do cenário nacional, a instituição avançou 15 posições no tabuleiro global, saltando da 1946ª colocação para o 1931º lugar do mundo, com uma nota de 66.4 pontos.
A UFAL divide esse pódio de crescimento com a Universidade de Brasília (UnB), a Federal de Uberlândia (UFU), a Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Federal do Rio Grande (FURG).
O avanço alagoano foi um dos pontos positivos no balanço do país. O levantamento, que avalia as 2.000 melhores universidades do planeta, conta com 52 representantes brasileiras, mas 45 delas despencaram de posição. Enquanto gigantes do Sudeste como USP, UFRJ e Unicamp perderam fôlego devido à escassez de fomento à pesquisa, Alagoas seguiu a rota do desenvolvimento e apresentou pontos de .
O feito ganha ainda mais relevância regional: em todo o Nordeste, onde potências tradicionais como a Federal de Pernambuco (UFPE) e a Federal do Ceará (UFC) sofreram quedas expressivas, a UFAL isolou-se como a única a registrar evolução.
De acordo com a organização do CWUR, o recuo em massa das universidades brasileiras reflete o subfinanciamento crônico na área de ciência e tecnologia nos últimos anos. Como o ranking avalia o peso da produção científica e o impacto das citações globais de forma independente, sem utilizar dados enviados pelas próprias instituições, a falta de verbas sufocou a competitividade do país frente a potências como a China, que vêm injetando bilhões no setor.
Cenário internacional
Internacionalmente, a Universidade Harvard lidera o ranking pelo 15º ano consecutivo, seguida pelo MIT e Stanford. Embora os EUA dominem o topo da lista, o país enfrenta forte concorrência: 252 instituições americanas caíram de posição nesta edição.
O grande destaque positivo é a China, impulsionada por investimentos contínuos em ensino superior. Cerca de 98% das universidades chinesas melhoraram suas posições, lideradas pela Universidade Tsinghua (36ª). A China é agora o país mais representado no Global 2000, com 360 instituições, superando as 313 dos Estados Unidos.
Na Europa, o quadro é de dificuldades, com quedas generalizadas no Reino Unido, França e Alemanha devido à competição global intensificada.
Veja o ranking completo
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/ranking-lista-global-universidades-cwur-2026.ghtml








