A família de um homem de 38 anos, diagnosticado com morte encefálica, em Maceió, autorizou a doação de seus órgãos, permitindo que cinco vidas fossem beneficiadas com coração, córneas e rins.
“Eles decidiram continuar salvando vidas. Desejamos que encontrem o conforto que precisam e que as vidas beneficiadas se restabeleçam em saúde”, afirmou a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos.
O diagnóstico de morte encefálica (que indica ausência total de atividade cerebral) é sempre rigoroso e feito por uma equipe multiprofissional, seguindo protocolos definidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Somente com a autorização da família é que a captação de órgãos pode ser iniciada. Os potenciais receptores estavam em lista única nacional, considerando critérios como compatibilidade, tempo de espera e gravidade clínica.
“É um processo pautado no cuidado, respeito e agilidade, que assegura transparência, ética e equidade na distribuição dos órgãos”, acrescentou a médica neurologista da Organização de Procura de Órgãos, Maria Júlia Tabosa.
Todos os potenciais receptores foram selecionados a partir de uma lista única nacional, considerando critérios como compatibilidade, tempo de espera e gravidade clínica.
Em Alagoas, conforme a Central de Transplantes de Alagoas, 654 pessoas estão na lista de espera, sendo 606 por córnea, 32 por rim, 15 por fígado e uma por coração.
“Cada autorização significa uma nova possibilidade de viver, enxergar ou recuperar qualidade de vida. É um gesto que ecoa para além das paredes do hospital”, declarou o diretor-geral Fernando Melro.
É fundamental que cada pessoa manifeste aos seus familiares o desejo de ser doador de órgãos. Uma conversa simples pode ajudar a família em um momento difícil e mudar o destino de outras vidas que podem ser salvas.










