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Após sucesso da estreia, Vinil na Área tem nova edição em homenagem às mulheres

Evento deste sábado (7) reúne discotecagem, arte, comida e chope em Maceió
Encontro reune amantes de música e colecionadores de vinis (crédito: asessoria)

Depois da estreia que reuniu amantes da música, colecionadores e artistas visuais em um encontro marcado pela celebração da cultura analógica, o Vinil na Área retorna para sua segunda edição neste sábado (7), das 12h às 19h, na Rua Professor Virgínio de Campos, nº 70, em Maceió.

No mês de março, dedicado às mulheres, o evento destaca a importandia da diversidade e representatividade ao trazer um lineup majoritariamente feminino, destacando o protagonismo das mulheres na cultura do vinil e na discotecagem.

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Segundo Déborah Rocha, DJ, disqueira e uma das organizadoras do evento, desde a criação do Vinil na Área houve a preocupação de construir um ambiente em que as mulheres se sentissem representadas, acolhidas e reconhecidas como parte fundamental da cultura do vinil.

“A cultura do vinil ainda tende a reprimir mulheres, diminuir e objetificar sua importância dentro desse ecossistema. Por isso, para o dia 7 de março, montamos uma line com sets majoritariamente femininos, inclusive abrindo espaço e oferecendo suporte para algumas mulheres terem suas primeiras experiências no comando dos toca-discos. A presença feminina também se manifesta na venda de discos, na produção do evento e nas artes visuais”, afirmou Déborah.

Durante o evento, o público poderá aproveitar chopp da Caatinga e pratos do Ôxe Comidas Nordestinas, criando um ambiente de convivência que une música, gastronomia e arte em um mesmo espaço.

“A primeira edição foi um sucesso e esperamos que a segunda seja ainda melhor. Pensamos cada detalhe com muito carinho para receber quem ama música, arte ou apenas quer encontrar os amigos em um ambiente agradável”, destaca Cilo Roberto, um dos organizadores do evento, sobre a expectativa para a segunda edição.

Quem faz o som na segunda edição

O lineup da segunda edição tem como proposta evidenciar o protagonismo feminino, maioria nas pick-ups, e também amplia o espaço para novas experiências na discotecagem. É o caso de Laís Falcão, jornalista e pesquisadora de música, que faz sua estreia levando para o público sua bagagem de pesquisa e curadoria, e de Melina Pedrosa, colecionadora há mais de 20 anos, que transforma sua relação afetiva com os discos em narrativa sonora.

DJ Deb Ginga, nome artístico de Débora Rocha, apresenta sua sólida pesquisa em forró e outros ritmos brasileiros. DJ Talita Honório constrói sets marcados por ancestralidade, identidade e conexão. No dia 07, Talita promete levar música de subúrbio, como sambas de terreiros, hip hop e músicas de baile charme. Já Débora Muniz, jornalista e colecionadora, soma sua pesquisa e sensibilidade musical a um encontro que celebra diversidade, troca e a cultura do vinil.

Ao lado delas, outros DJs que já fortalecem a cena: Walter Kabeça, um dos grandes incentivadores da cultura do vinil na cidade, com mais de uma década discotecando e com uma coleção que atravessa gerações e DJ Waliston Lima, referência no reggae e presença constante em shows e eventos conceituados do ritmo.

Expositores confirmados

O evento também segue colocando em a cena colecionadores e comerciantes independentes, com a presença dos expositores: Bolinho Discos; ED Escritos & Discos; Ginga Discos; Jupiter Discos; Nervuras Discos; Renato CDs; Sorte Discos e T.N.T Discos.

Além da venda de discos, o público poderá encontrar raridades, clássicos e novas descobertas que reafirmam o vinil como objeto cultural e afetivo. Júlio Rosendo, um dos organizadores do evento e membro do Ginga Discos, reforçou que o evento traz diversidade de produtos para todos os gostos musicais.

Intervenções artísticas ao vivo

Um dos grandes diferenciais do Vinil na Área são as intervenções artísticas realizadas ao vivo, enquanto a discotecagem acontece e a feira de discos movimenta o espaço.

Na primeira edição, os artistas Antirastreio e A Coisa Ficou Preta ocuparam o muro do local com criações feitas durante o evento, ampliando a experiência para além do som.

Gleysson Borges, da A Coisa Ficou Preta, criou uma imagem que reuniu negritude, cultura do vinil e discotecagem. Enquanto os DJs tocavam e o público circulava entre os expositores, ele realizou a colagem de um lambe que dialogava diretamente com a proposta do encontro.

No mesmo dia, seus produtos como ímãs de geladeira e adesivos também foram comercializados.

Já o Antirastreio, artista urbano, escritor de graffiti e designer gráfico alagoano, desenvolveu na primeira edição uma arte exclusiva com o nome do evento, marcando visualmente o espaço e ajudando a consolidar a identidade do Vinil na Área. Seus adesivos e posters também foram comercializados durante a programação.

Como novidade para esta segunda edição, o evento recebe a artista Ursa, a Nathalia que vive em Maceió há duas décadas e atua nas ruas desde 2011.

Formada em Design e também ilustradora, sua produção dialoga com pautas ligadas à defesa da natureza, dos povos originários, da saúde mental e dos direitos das mulheres.