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Ações inclusivas marcam a 11ª Bienal do Livro de Alagoas

Maior evento literário do estado tem visitas guiadas em Libras e audiodescrição, Sala Sensorial e exposição de jovens autistas
Visitas Guiadas com Audiodescrição e Libras garantem que pessoas com deficiência visual e pessoas surdas possam vivenciar o evento em sua totalidade (fotos e imagens: Severino Carvalho ; Edição de vídeo: Ana Beatriz Rodrigues)

A inclusão tem sido a marca da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que acontece no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro de Jaraguá, em Maceió. Visitas Guiadas com Audiodescrição e Libras, Sala Sensorial e uma exposição feita por jovens autistas são algumas das ações que promovem acessibilidade, cidadania e o combate ao capacitismo.

Postado logo na entrada do Centro de Convenções, o estande da Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) oferece uma série de ações inovadoras e inclusivas.

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Foi por meio da Secdef que pela primeira vez a Bienal do Livro de Alagoas conta com Visitas Guiadas com Audiodescrição e Libras. A iniciativa garante que pessoas com deficiência visual e surdas possam vivenciar o evento em sua totalidade.

“A palavra de ordem é inclusão. A gente trabalha com políticas públicas para pessoas com deficiência e a Bienal não pode ficar de fora desse espaço de produção de políticas e de inserção da pessoa com deficiência, da pessoa idosa, da criança, do adolescente e de todo o nosso público”, disse Natália do Vale, assessora técnica da Secdef.

Bienal deve receber, até 9 de novembro, cerca de 400 mil pessoas

As Visitas Guiadas com Audiodescrição e Libras acontecem diariamente, uma vez por turno, das 9h às 12h, das 14h às 16h e das 19h às 21h, proporcionando uma experiência imersiva e acessível aos participantes.

O estande conta também com a Sala Sensorial, um espaço acolhedor e projetado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com outras neurodivergências.

“Trata-se de uma sala de acomodação sensorial para pessoas com TEA, neurodivergentes ou que precisem de um espaço pra se reorganizar. A gente também está trabalhando com oficinas de libras, letramento anticapacitista, cinema inclusivo e apresentações culturais. Tem ainda o nosso Painel Sensorial, que fizemos usando várias texturas, cheiros e estímulos visuais e auditivos para que as pessoas possam sentir e interagir”, acrescentou Natália.


O maior evento cultural e literário do estado deve receber, até 9 de novembro, cerca de 400 mil pessoas. São mais de 140 estandes, 500 editoras confirmadas e 700 autores que lançam e e relançam livros. A entrada é gratuita!

Braille

No estande da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, o visitante pode conhecer o livro em Braille “A terra dos meninos pelados”, que integra a Coleção Graciliano Ramos.

Trata-se da edição especial das obras do escritor alagoano que, pela primeira vez, foi produzida de forma integral em Alagoas, desde a curadoria até a arte final. O lançamento aconteceu nessa segunda-feira (3).

Edição em Braille de “A terra dos meninos pelados” produzida pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos

“Este livro em Braille representa um marco na nossa trajetória, porque traduz em ação concreta o nosso compromisso com a acessibilidade e com o direito à leitura. É um passo importante para que a produção editorial pública seja, de fato, inclusiva e democrática”, afirmou o diretor-presidente da Imprensa Oficial, Mauricio Bugarim.

Especialmente Arte

Na Sala Ipioca, do Centro de Convenções, o Grupo Autismo Especialmente Arte promove uma exposição feita por artistas com TEA. O espaço promove ainda oficinas em biscuit e apresentações musicais.

O Grupo foi idealizado pela cirurgiã dentista Cláudia Nicácio, mãe atípica, e reúne cerca de 50 jovens autistas que fazem da arte um meio de inclusão e socialização.

“Nosso objetivo é promover a participação dos jovens autistas em atividades externas, como idas a praças, teatros, cinemas, piqueniques, encontros e tardes de talentos. Reunimos os jovens para que desenvolvam laços de amizade e apoio, promovendo a interação e a conscientização da sociedade”, descreve Cláudia.

“Acreditamos que a convivência entre eles e o contato com seus pares resultam em melhorias significativas. Observamos que alguns jovens, que antes enfrentavam quadros de depressão, superaram essa condição ao encontrarem amigos e sentirem-se parte da sociedade”, acrescenta.

Dilson Tenório Neto, o “Netinho”, é um dos artistas com obras expostas na Sala Ipioca. Além de pintar quadros, ele também é videomaker.

Netinho expõe suas produções na Bienal

“Eu faço histórias, histórias animadas. Eu tô com a série inspirada na turma da Mônica Jovem, só que o meu é a turma da Bianca Jovem. Eu me inspirei e fiz a série, que está no meu canal no YouTube”, descreve Netinho.