Cinco professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) integram a atualização de 2026 do ranking internacional elaborado por pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA) e publicado pela editora científica Elsevier. O levantamento reconhece os cientistas de maior impacto acadêmico no mundo a partir de indicadores da base de dados Scopus.
Os docentes Richard Ladle, Lucas Meili, Edeildo Ferreira da Silva Júnior, Glauber Tomaz Silva e Patrícia Muniz de Medeiros destacam-se no recorte relativo às citações recebidas em 2025. Todos já constavam na relação divulgada em 2024, evidenciando a consistência e a continuidade da produção acadêmica gerada pela instituição alagoana.
O estudo avalia métricas bibliométricas consolidadas, como citações sem autocitação, coautoria e índice h, contemplando os cem mil pesquisadores mais bem pontuados no planeta e os cientistas situados entre os 2% mais citados em suas respectivas áreas de atuação.
Impacto em múltiplas áreas do conhecimento
Os pesquisadores reconhecidos representam diferentes campos do saber e laboratórios de referência sediados em Alagoas:
- Ecologia e Biodiversidade: Professor do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) desde 2011, o britânico Richard Ladle coordena o Laboratório de Conservação do Século 21 (Lacos 21). Ele lidera pesquisas em biogeografia, conservação ambiental e sustentabilidade, figurando como o docente da instituição mais bem classificado no ranking geral anual (60.175ª posição mundial).
- Engenharia Química e Meio Ambiente: Docente do Centro de Tecnologia (Ctec), Lucas Meili investiga processos de separação, tratamento de água e desenvolvimento de materiais adsorventes, como biocarvão e pontos quânticos de carbono para remoção de poluentes. “Esse reconhecimento mostra que é possível fazer ciência relevante internacionalmente a partir de Alagoas, mesmo com os desafios cotidianos, fortalecendo a formação de novos quadros e gerando soluções para a sociedade”, destaca Meili.
- Química Medicinal e Combate a Arboviroses: Com toda a formação acadêmica construída na Ufal, Edeildo Ferreira da Silva Júnior pesquisa substâncias com ação antiviral contra dengue, zika e chikungunya. No ranking setorial, subiu para a 1.138ª posição entre mais de 120 mil cientistas de Química Medicinal e Biomolecular. “Trata-se de uma conquista coletiva de todos os pesquisadores e estudantes do Grupo de Pesquisa em Química Biológica e Molecular (GPQBioMol). Sem a equipe, seríamos apenas sonhadores; são eles que transformam esses projetos em realidade”, pontua o professor.
- Física e Acustofluídica: No Instituto de Física (IF), Glauber Tomaz Silva coordena o Grupo de Acústica Física. Seus estudos focam na manipulação de partículas por ondas sonoras em fluidos — tecnologia com amplas aplicações laboratoriais e industriais —, posicionando-o no 684º lugar mundial na subárea de Acústica.
- Etnobotânica e Recursos Naturais: Docente do Centro de Engenharias e Ciências Agrárias (Ceca), Patrícia Muniz de Medeiros estuda a relação de comunidades humanas com os recursos vegetais diante de transformações ecológicas e culturais. Ganhadora do Prêmio L’Oréal-Unesco-ABC Para Mulheres na Ciência (2019) e ex-membro afiliada da Academia Brasileira de Ciências, a pesquisadora consolida sua projeção nos levantamentos globais.
Reconhecimento institucional contínuo
Além do recorte focado na repercussão do último ano, a pesquisa da Stanford/Elsevier monitora o impacto acumulado ao longo de toda a carreira acadêmica. Nessa categoria histórica, os professores Richard Ladle, Glauber Silva e Patrícia Muniz também mantêm presença consolidada, demonstrando a solidez da infraestrutura de pesquisa e do corpo docente de Alagoas no cenário científico internacional.









