A brasileira Maria Clara Pacheco segue mostrando por que é a número 1 do mundo no taekwondo. Neste sábado (10), a atleta conquistou a medalha de ouro na terceira etapa do Grand Prix Series 2026, realizada em Paris, na França. Com o triunfo, Maria Clara completou a trinca de títulos da competição no ano, após também subir ao topo do pódio nas etapas de Roma (Itália), em junho, e Muju (Coreia do Sul), em setembro.
Disputando a categoria até 57 kg, a brasileira fez uma campanha irretocável na capital francesa: não perdeu um único round durante todo o torneio. A trajetória começou nas oitavas de final, com vitória por 2 a 0 sobre Kanelya Carabin.
Nas quartas, reencontrou a vice-campeã olímpica Nahid Kiyanichandeh, do Irã, e repetiu o placar. O ritmo continuou forte na semifinal, onde superou com autoridade a cazaque Mariya Sevostyanova, garantindo vaga na decisão.
Na grande final contra a jordaniana Fadia Khirfan, terceira colocada no ranking mundial, Maria Clara dominou do início ao fim. Aproveitou punições da adversária e conectou um golpe decisivo na cabeça para fechar a primeira parcial com vantagem.
No round decisivo, abriu margem confortável logo nos primeiros movimentos e administrou a reação da oponente nos segundos finais, garantindo o título incontestável por 2 a 0.
CAMPEÃ DO GRAND PRIX DE PARIS 2026! 🇧🇷🥇🥋
Maria Clara Pacheco conquistou ouro na categoria até 57kg e segue no topo do ranking mundial!
VOCÊ É UM FENÔMENO DO TAEKWONDO, MARIA! 💚💛🥋
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— Time Brasil (@timebrasil) October 10, 2026
Exemplo de superação dentro e fora do tatame
A conquista em Paris ganha contornos ainda mais inspiradores pelo contexto da temporada de Maria Clara. Em fevereiro deste ano, a brasileira precisou passar por uma cirurgia delicada no quadril, enfrentando meses de recuperação intensa longe das competições.
Quatro meses após o procedimento cirúrgico, ela não apenas voltou a competir como já reestreou faturando o ouro na etapa de Roma.
Desde então, a sequência impressiona: além do tricampeonato no Grand Prix, Maria Clara foi campeã nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, na Argentina, e no Aberto do Brasil, em Londrina. Uma trajetória que reafirma a determinação, a técnica e a força do esporte brasileiro no cenário internacional.









