Alagoas ocupa o 1º lugar do Nordeste e o 5º do Brasil em percentual de escolas com salas de recursos multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 42,9% das unidades de ensino do estado contam com esse tipo de estrutura.
Os números fazem parte do levantamento Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil. O estudo também aponta Alagoas na 2ª posição do Nordeste e na 6ª do país em presença de profissionais de apoio pedagógico nas redes de ensino, alcançando 40,8% das unidades.
Os indicadores ganham relevância diante do perfil da população alagoana. De acordo com o IBGE, 9,6% dos moradores do estado são pessoas com deficiência, maior percentual registrado no país.
Na Rede Estadual de Ensino, a ampliação da estrutura inclusiva tem sido acompanhada pelo crescimento das matrículas na Educação Especial. O número passou de 4.785 estudantes, em 2021, para 7.607 em 2025, aumento de quase 59% em quatro anos.
Acessibilidade nas escolas estaduais
Das 319 escolas estaduais ativas no Censo Escolar de 2025, 306, o equivalente a 95,9%, possuem pelo menos um recurso de acessibilidade. Ao todo, 271 unidades contam com rampas, outras 271 têm banheiros adaptados e 228 possuem salas de aula acessíveis.
A estrutura para o Atendimento Educacional Especializado também alcança a maior parte da rede própria. Das 319 escolas, 241 declararam possuir salas de recursos multifuncionais, o equivalente a 75,5%.
Em setembro de 2026, a rede estadual contava ainda com 1.318 Profissionais de Apoio Escolar (PAE) e 34 intérpretes de Libras atuando diretamente nas unidades.
“Os dados do IBGE mostram que, onde há mais vulnerabilidade, nosso dever de agir é ainda maior. Sabíamos da necessidade da nossa população e decidimos priorizar a inclusão na prática. Garantir salas multifuncionais em mais de 75% da nossa rede própria e ampliar a contratação de profissionais de apoio não são apenas números, são portas que se abrem para mais de 7,6 mil estudantes que antes não tinham a chance de exercer sua cidadania e construir um futuro com autonomia”, afirma a secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos.
Próximo passo é ampliar a aprendizagem
Com o crescimento das matrículas, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) trabalha agora no aperfeiçoamento das diretrizes pedagógicas para avançar da garantia do acesso para a aprendizagem e o desenvolvimento de cada estudante.
Entre os instrumentos em consolidação nas escolas estão o Perfil Pedagógico do Estudante, o Plano Educacional Individualizado (PEI) e o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE).
A proposta é ampliar o planejamento individualizado e a integração entre professores das turmas regulares e profissionais da Educação Especial, fazendo com que os avanços na infraestrutura e no atendimento também se traduzam em melhores condições de aprendizagem e autonomia para os estudantes.









