A Companhia Lagoa em Cena traz aos palcos alagoano o espetáculo “Cordel do Amor Sem Fim”. Autorizada pela autora e dramaturga Cláudia Barral, a montagem é ambientada às margens do Rio São Francisco e reúne poesia, música, oralidade e elementos da cultura popular nordestina.
O espetáculo que evidencia esperança e resistência, aborda fé, liberdade, passagem de tempo e as diferentes formas de amar tem sua estreia no dia 11 de setembro às 20h, no Teatro de Arena, no Centro de Maceió.
Cordel do Amor Sem Fim acompanha a história de Teresa, uma jovem que decide desafiar as convenções e dedicar sua vida à espera de uma promessa de amor. Ao seu redor, as irmãs Carminha e Madalena também enfrentam seus próprios conflitos, desejos e escolhas. Conduzido pelo narrador, o público acompanha uma trama marcada pela oralidade, pela musicalidade e pela tradição do cordel, em uma narrativa que aproxima a linguagem teatral dos modos tradicionais de contar histórias.
Com um texto sensível e profundamente humano, o público embarca no universo cultural do Nordeste e da relação com o Rio São Francisco para tratar de sentimentos e conflitos que atravessam gerações. Entre versos, canções e personagens de forte presença dramática, o espetáculo propõe uma reflexão sobre aquilo que permanece vivo mesmo diante das transformações da vida.
A escolha da obra também marca um momento importante na trajetória da Companhia Lagoa em Cena. De acordo com a diretora do espetáculo, Fernanda Oliveira, Cláudia Barral foi uma das primeiras dramaturgas a abrir espaço para o grupo, autorizando a montagem de “Cordel do Amor Sem Fim” e contribuindo para que o projeto pudesse sair do papel.
A confiança da autora reforçou a responsabilidade da companhia em levar a obra ao público. “Para a Companhia Lagoa em Cena, levar “Cordel do Amor Sem Fim” ao palco representa também uma oportunidade de fortalecer o diálogo com a dramaturgia brasileira e valorizar manifestações que fazem parte da identidade cultural nordestina. A montagem une a força da palavra, da música e da interpretação para apresentar ao público uma história que, embora ambientada em um contexto específico do sertão e às margens do São Francisco, trata de sentimentos universais”, enfatizou Fernanda Oliveira.
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