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Orgulho alagoano: Museu Théo Brandão leva a cultura do estado para debate na Europa

Pesquisa desenvolvida na Ufal é apresentada em congresso em Madri e vira referência sobre preservação da memória
O estudo evidencia que proteger um museu vai muito além de conservar objetos físicos, pois significa salvaguardar os saberes e as identidades de comunidades inteiras (crédito: assessoria)

A riqueza cultural de Alagoas e a excelência da ciência produzida na Universidade Federal de Alagoas ganharam destaque no exterior. O projeto de preservação do acervo documental do Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore foi apresentado no Congresso Internacional de Patrimônio, em Madri, na Espanha.

O estudo levou para a Europa as soluções desenvolvidas em Maceió para salvaguardar a memória coletiva e fortalecer os movimentos culturais do estado.

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Intitulado Tratamento do acervo documental do Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore para o resgate e fortalecimento dos movimentos culturais em Alagoas, o trabalho foi desenvolvido por três pesquisadoras da instituição: Hildênia Santos de Oliveira, diretora do museu; Janaina Xisto Lima Soares, bibliotecária da unidade; e Francisca Rosaline Leite Mota, bibliotecária e professora de Biblioteconomia da Ufal. A participação inseriu o estado em um amplo debate global sobre sustentabilidade patrimonial, modernização de acervos e o papel social dos museus universitários.

O estudo evidencia que proteger um museu vai muito além de conservar objetos físicos, pois significa salvaguardar os saberes e as identidades de comunidades inteiras. A pesquisa aponta caminhos práticos para a gestão cultural, com foco na conservação preventiva para evitar a deterioração de documentos históricos, na digitalização de acervos para garantir o acesso público e na modernização técnica das reservas.

As propostas destacam a importância das ações educativas para ampliar o papel da instituição como espaço de formação e transformação social.

A participação no congresso, promovido pela renomada Universidade Complutense de Madri, fortalece o processo de internacionalização da universidade pública alagoana. Essa troca de experiências abre portas para futuras redes de cooperação científica e mostra que as soluções criadas em Alagoas servem de inspiração para desafios enfrentados por museus no mundo inteiro.

O debate consolida o patrimônio cultural brasileiro como parte de uma discussão global sobre memória, sustentabilidade e desenvolvimento econômico e social.

Para a diretora do museu, Hildênia Oliveira, levar o Museu Théo Brandão e a Ufal para um evento dessa dimensão significa mostrar ao mundo o compromisso permanente com a preservação, destacando que os museus universitários são espaços vivos de produção de conhecimento. Na mesma linha, a professora Francisca Rosaline Leite Mota destaca que discutir a conservação e a gestão de acervos em espaços internacionais amplia as possibilidades de cooperação entre instituições e fortalece as políticas públicas de preservação cultural.

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