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Pesquisa investiga como a literatura e a criatividade ajudam a entender conceitos científicos em países de língua portuguesa

A pesquisa une universidades de Sergipe, Paraná e Mato Grosso do Sul a instituições de Portugal, Cabo Verde e Moçambique
Coordenado pelo professor Wilmo Ernesto Francisco Junior, o projeto vai investigar as inter-relações entre a arte poética e o conhecimento científico (crédito: assessoria)

Uma iniciativa inovadora liderada pelo Campus Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vai cruzar fronteiras para provar que a sensibilidade da poesia e o rigor da ciência caminham de mãos dadas. Coordenado pelo professor Wilmo Ernesto Francisco Junior, o projeto vai investigar as inter-relações entre a arte poética e o conhecimento científico em processos de divulgação cultural em países de língua portuguesa, unindo esforços entre instituições do Brasil, Portugal, Cabo Verde e Moçambique.

Intitulado “Diálogos de poesia com ciência em países de língua portuguesa: navegando entre obras, exposições e (novas) criações”, o trabalho conquistou um importante reconhecimento nacional ao ser aprovado em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), voltada ao apoio de projetos internacionais de pesquisa e inovação.

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O coordenador explica que, embora poesia e ciência costumem ser vistas como áreas distintas, os poemas abrem caminhos valiosos para aproximar a sociedade do conhecimento técnico, estimulando a imaginação, a criatividade e o raciocínio analítico.

A proposta prevê desde exposições sensoriais com experimentos interativos até oficinas para a escrita de poemas focados na divulgação científica.

Liderada pela Ufal, a rede de colaboração nacional inclui as universidades federais de Sergipe (UFS), da Grande Dourados (UFGD) e do Paraná (UFPR). No cenário internacional, a parceria se consolida com a Universidade de Cabo Verde, a Universidade Rovuma, em Moçambique, e a Universidade do Porto, em Portugal.

Os pesquisadores vão mapear obras e autores literários, produzir materiais para mídias digitais, como podcasts, e promover o intercâmbio de cientistas brasileiros com as instituições parceiras no exterior.

Dividido em três fases, o estudo vai mapear as produções em língua portuguesa, analisar as reações emocionais e cognitivas do público em exposições científico-poéticas e avaliar o impacto da escrita literária na compreensão da ciência.

Com forte DNA comunitário, as ações integram pesquisa, ensino e extensão por meio de oficinas de escrita e mostras artísticas em espaços públicos.

O projeto também coroa o excelente momento vivido pela pós-graduação no Agreste. O Programa de Pós-Graduação em Ensino e Formação (PPGEFOP) de Arapiraca, do qual Wilmo faz parte, alcançou recentemente a nota 4 na avaliação da Capes, um feito histórico para um curso do interior do estado.

A nova pesquisa deve envolver professores e pelo menos cinco estudantes do programa, fortalecendo a internacionalização acadêmica de Alagoas.

Entre os participantes que vão vivenciar essa troca cultural está a professora Tereza Cavalcanti, que realizará um intercâmbio em Moçambique para mapear poetas locais e brasileiros que dialogam com a ciência. Para ela, a oportunidade representa uma experiência única de aprendizado e valorização cultural, levando a bagagem e a competência dos pesquisadores do Agreste alagoano para o mundo.

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