O Programa Nosso Chão, Nossa História lançou cinco novos editais voltados à reparação dos danos coletivos causados pelo desastre socioambiental da mineração em Maceió. As chamadas públicas somam R$ 24,5 milhões e irão financiar projetos nas áreas de saúde mental comunitária, esporte, religião, comunicação e fortalecimento de organizações da sociedade civil.
Os editais foram elaborados a partir das escutas realizadas ao longo dos últimos dois anos com moradores e lideranças dos bairros atingidos. As contribuições da população ajudaram a definir as prioridades de investimento e as ações que serão desenvolvidas nos territórios afetados.
Uma das novidades desta etapa é a inclusão dos eixos de esporte, religião e comunicação, que passam a integrar pela primeira vez o conjunto de iniciativas apoiadas pelo programa. Como forma de homenagear os bairros impactados pela mineração, os editais receberam os nomes de Bom Parto, Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Farol.
O maior aporte será destinado ao edital “Mutange: Esporte para Formação, Fomento e Convivência Comunitária”, que contará com R$ 8,21 milhões para ampliar o acesso a práticas esportivas, atividades físicas e ações de lazer, além de apoiar agentes esportivos e iniciativas comunitárias.
Na área de saúde mental, o edital “Farol” receberá R$ 7,5 milhões para ações de cuidado psicossocial, incluindo grupos de apoio, práticas integrativas de saúde, atividades artísticas e iniciativas voltadas ao fortalecimento dos vínculos comunitários.
O edital “Pinheiro”, voltado às comunidades de fé, contará com R$ 3,6 milhões para apoiar calendários de celebrações religiosas e fortalecer espaços de convivência e pertencimento. Já o edital “Bom Parto” destinará R$ 3,8 milhões ao fortalecimento institucional de organizações da sociedade civil e ao apoio de iniciativas locais de reparação socioambiental.
Na área da comunicação, o edital “Bebedouro” investirá R$ 1,4 milhão em bolsas-reportagem e premiações para incentivar a produção de conteúdos relacionados à memória, ao território e ao processo de reparação coletiva.
Demandas
De acordo com o gerente de projetos do UNOPS no Programa Nosso Chão, Bernardo Bahia, os editais representam apenas o início de uma série de investimentos que serão realizados a partir das demandas apresentadas pelas comunidades.
“Esse processo de escuta ativa é contínuo. As iniciativas foram desenhadas com base nas prioridades apontadas pela população e os próximos editais seguirão esse mesmo caminho”, afirmou.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 15 de julho, exclusivamente pelo e-mail [email protected]. Organizações da sociedade civil formalizadas podem participar diretamente, enquanto coletivos e grupos não formalizados poderão integrar as propostas como coexecutores.
Ao longo de quatro anos, o Programa Nosso Chão, Nossa História prevê a aplicação de R$ 150 milhões em projetos de reparação extrapatrimonial. A iniciativa é conduzida pelo Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e operacionalizada pelo UNOPS, com recursos provenientes do acordo firmado entre o Ministério Público Federal, o Ministério Público de Alagoas e a Braskem.
Os editais completos e demais informações estão disponíveis no site do programa, clicando aqui.








