Início » Maceió » Saúde e Bem-Estar

Casa do Autista iniciou triagem de crianças e adolescentes em Maceió

Até 29 de maio, profissionais de diversas áreas estarão realizando avaliações de perfil e triagens diagnósticas
Garoto com seus pais: atendimento na Casa do Autista

Até o dia 29 de maio, profissionais de diversas áreas estarão realizando avaliações de perfil e triagens diagnósticas para compreender as necessidades individuais de cada usuário e construir os planos terapêuticos que irão nortear os atendimentos.

PUBLICIDADE


Os primeiros usuários começaram o processo de acolhimento e avaliação clínica, conduzido por equipes formadas por psicólogos, pedagogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, assistentes sociais, educadores físicos, fisioterapeutas, musicoterapeutas e profissionais de enfermagem.

A partir desta semana, os especialistas também iniciarão a etapa de fechamento dos laudos e definições diagnósticas. Cada sessão de triagem tem duração média de 45 minutos.

Durante o processo, os pais permanecem na unidade enquanto os filhos passam pelos atendimentos e atividades propostas pelos profissionais.

Dependendo da avaliação da equipe, novas sessões poderão ser solicitadas para aprofundar a análise do desenvolvimento, comportamento e necessidades específicas da criança ou adolescente.

Segundo a diretora-geral da Casa do Autista, Fabiana Lisboa, a etapa é fundamental para garantir um atendimento individualizado e humanizado.

“Até o dia 29 de maio estaremos aqui com toda a equipe fazendo a avaliação de triagem, entendendo o perfil de todos os pacientes, entendendo qual a necessidade de cada família e de cada indivíduo”, detalhou.

As avaliações envolvem tanto os responsáveis quanto os pacientes. Com os pais, a equipe reúne informações detalhadas sobre o histórico da criança, dificuldades enfrentadas, habilidades desenvolvidas e principais necessidades da família.

Os profissionais observam comportamento, interação, comunicação e desenvolvimento, avaliando se as informações apresentadas pelos responsáveis correspondem às observações clínicas feitas durante os atendimentos.

A partir dessas análises, será possível definir o nível de suporte necessário, a quantidade de terapias indicadas e quais especialidades irão compor a equipe responsável pelo acompanhamento.

Nesta etapa, terapeutas especializados no atendimento de adultos também avaliam se há necessidade de suporte terapêutico para familiares, especialmente mães atípicas que acompanham diariamente a rotina.

Entre os primeiros acolhidos pela unidade estão Fernanda Cristina Carneiro de Lima Nascimento e Alan de Lima Nascimento, pais do pequeno João Felipe. Assim como outras famílias atendidas, neste início de funcionamento, eles acompanham de perto um serviço aguardado há anos pela população.

Para Fabiana Lisboa, a abertura da Casa do Autista representa a concretização de um desejo coletivo das famílias atípicas de Maceió. “Aqui é o lugar de oração de muitas famílias. Muitas desejaram e pediram por esse espaço. É uma responsabilidade muito grande o que estamos iniciando hoje. Esse lugar é resposta de oração de muitas famílias”, destacou.

Administrada pelo Maceió Saúde, organização social responsável também pela gestão do Hospital da Cidade, a Casa do Autista foi estruturada para oferecer atendimento multiprofissional especializado e humanizado, integrando assistência clínica, terapias especializadas e acolhimento familiar.

O acesso aos serviços é realizado por meio da Secretaria de Saúde de Maceió (SMS). As famílias devem ir presencialmente até o órgão, na Avenida Fernandes Lima, 2335, no Farol, e apresentar a documentação necessária para a abertura do processo, junto ao protocolo da pasta.

Após avaliação técnica, os pacientes poderão ser encaminhados para a Casa do Autista, Centros Especializados em Reabilitação (CERs) ou serviços contratualizados da rede.

 

PUBLICIDADE