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Onça-parda volta a ser registrada na caatinga de Alagoas após 25 anos

Câmeras do Instituto SOS Caatinga também flagraram jaguatiricas, veado-catingueiro e a rara jacucaca
Câmera trap, dispositivo automático equipado com sensor de movimento e infravermelho, captou imagem da onça-parda (créditos: reprodução / SOS Caatinga)

Quatro espécies silvestres voltaram a ser avistadas na caatinga alagoana. Câmeras de monitoramento do Instituto SOS Caatinga registraram a presença de um casal de jaguatiricas (Leopardus pardalis), um veado-catingueiro (Mazama gouazoubira), uma ave considerada rara – conhecida como jacucaca (Penelope jacucaca) -, e uma onça-parda (Puma concolor).

De acordo com o presidente do Instituto SOS Caatinga, Marcos Araújo, a última vez que uma onça-parda havia sido avistada na natureza em Alagoas ocorreu em 2001, na Várzea da Marituba, município de Piaçabuçu, ou seja, há cerca de 25 anos.

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“Esse registro é de grande importância, pois há muito tempo esse animal (onça-parda) não era documentado em nosso estado. Além disso, mostra que a área em questão apresenta boa qualidade ambiental, já que esses grandes animais estão no topo da cadeia alimentar. Para que eles existam nesse ambiente, é necessário que também estejam presentes suas presas, o que demonstra características ecológicas favoráveis à presença desses grandes felinos”, celebrou Araújo.

Acima, jaguatirica; abaixo (à esquerda), jacucaca; abaixo (à direita) veado-catingueiro

Segundo ele, os registros foram feitos no início de março, em uma área rica em biodiversidade, e só agora vieram a público. A localização não foi informada para evitar que os animais sejam caçados.

“Realizamos uma busca ativa no local e identificamos algumas pegadas de felinos. O recurso utilizado foram nossas câmeras trap, que funcionam com sensor de movimento”, explicou.

A câmera trap é um dispositivo automático equipado com sensor de movimento e infravermelho, utilizado para monitorar a fauna e a biodiversidade sem interferência humana.

O presidente do Instituto SOS Caatinga conclui fazendo um apelo em defesa da preservação do bioma.

“Venho pedir o apoio de entidades públicas e privadas, órgãos de fiscalização e da sociedade civil para nos ajudar a conservar e preservar a fauna e a flora da nossa caatinga, região semiárida mais densamente povoada do mundo”, conclamou.