A Santa Casa de Maceió já contabiliza cerca de mil procedimentos cirúrgicos utilizando a plataforma robótica Da Vinci para procedimentos minimamente invasivos. O equipamento funciona desde 2023 na instituição hospitalar.
O sistema Da Vinci, que introduziu a robótica cirúrgica no Brasil em 2008, é hoje a plataforma mais utilizada no mundo, oferecendo maior precisão cirúrgica, menor trauma aos tecidos e recuperação mais rápida para os pacientes.
Atualmente, seis especialidades utilizam a tecnologia na instituição: urologia, cirurgia oncológica, ginecologia, bariátrica, torácica e cirurgia geral.
Pacientes com câncer de próstata e rim, casos complexos de endometriose, cirurgias bariátricas em superobesos e tumores torácicos estão entre os que mais se beneficiam da tecnologia
Para Gustavo Mendonça, o amadurecimento do programa não se resume ao número de cirurgias realizadas, mas ao alinhamento de todos os profissionais envolvidos no processo.
“Não é só o cirurgião treinado. Envolve enfermagem, anestesia, esterilização, internação. Com o tempo, tudo vai ficando mais ajustado, como uma sinfonia. Cada equipe sabe exatamente o que fazer, e isso traz mais segurança para o paciente”, afirma.
Hoje, cerca de 20 cirurgiões estão habilitados a operar o robô. O treinamento é rigoroso e inclui, no mínimo, 40 horas de simulador, capacitação prática e acompanhamento inicial por profissionais mais experientes.
“Existe uma curva de aprendizado, sim. Mas ela serve para melhorar a interação do cirurgião com a máquina. O médico já sabe operar; o robô é uma ferramenta que amplia a precisão”, destaca.












