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Professora descobre caminho para vencer a depressão com a escrita

Obra “Assoalho” levou mais de uma década para ser escrita
Título "Assoalho" no estande da Bienal (crédito: Semed)

Com mais de 30 anos de experiência na rede pública de ensino, Eudymar Floriano, ou Dhyym Florez, como assina suas obras, lançou o livro “Assoalho: versos de amor e dor sobre a autoestima e o despertar”.

A obra, de caráter autobiográfico, mergulha profundamente em temas como ancestralidade, resiliência e os renascimentos possíveis através da dor.

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Escrita ao longo de mais de uma década, Assoalho surgiu a partir de um momento delicado e doloroso da vida da autora. O processo de criação, iniciado em 2014, foi impulsionado pela travessia de Dhyym pela depressão, um desafio que a acompanha desde a infância.

Na escrita, ela encontrou não apenas um refúgio, mas também a chance de se ouvir, se reconstruir e transformar sua fragilidade em força.

“Eu precisei atravessar um pântano, um longo deserto, para poder caminhar por caminhos de cura. Assoalho nasceu desse processo de autodescoberta e de amor próprio, de compreender minhas dores e transformá-las. Hoje, percebo que a depressão não é algo que se combate, mas algo com o qual aprendemos a conviver por meio da resiliência”, revela a autora.

O lançamento de Assoalho na 11ª Bienal do Livro não foi apenas um marco profissional para Dhyym Florez, mas também uma celebração de sua trajetória como educadora e de sua conexão com a ancestralidade feminina.

“Esta obra não é apenas minha; ela carrega as vozes e as histórias das mulheres da minha família e da minha comunidade. Lançar o livro na Bienal foi realizar um sonho e dar visibilidade a essas vozes femininas que tantas vezes foram silenciadas”, compartilha a autora.